Saúde

Pacientes com Síndrome de Down têm cuidado especial em São José

No próximo sábado, 21 de março, é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down, que conscientiza sobre a inclusão e bem-estar dos indivíduos com a condição genética.

Dia Internacional da Síndrome de Down

A data foi escolhida pela escrita “21/3”, em alusão à presença de três cromossomos 21 em todas ou na maioria das células de uma pessoa, que caracteriza a síndrome. A alteração ocorre ainda na concepção, fazendo com que o bebê nasça com 47 cromossomos, ao invés de 46.

Em São José dos Campos, os pacientes diagnosticados recebem atendimento especializado nas três Unidades de Reabilitação do município, localizadas nas regiões leste, centro-norte e sul, após encaminhamento pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) Resolve.

Primeiros passos

Mãe de quatro filhas, Antoniene Vieira dos Santos passou pela terceira gravidez no ano passado, a primeira de gêmeas. E essa não foi a única novidade: no parto, descobriu a Síndrome de Down em uma das meninas.

“Foi uma surpresa, mas eu recebi bastante apoio. Eu estava com meu marido e os médicos foram muito atenciosos”, relembra.

Lívia dos Santos nasceu no dia 12 de fevereiro de 2025, na maternidade do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence. Desde o 4º mês de vida, é acompanhada na Unidade de Reabilitação Leste.

“Tudo começa com uma avaliação multidisciplinar, que identifica as necessidades específicas de cada criança para preparar os tratamentos, com foco na estimulação precoce, fundamental para o desenvolvimento motor, cognitivo e social”, explica a fisioterapeuta Rúbia Claro.

Além da fisioterapia, o trabalho é realizado por profissionais de fonoaudiologia e terapia ocupacional, utilizando atividades lúdicas e exercícios adaptados. As intervenções respeitam o ritmo individual, contribuindo para a autonomia, comunicação, interação e a capacidade de interagir e aprender.

Síndrome de Down

“A evolução da Lívia neste período é notável. Quem tem Síndrome de Down pode apresentar maior flexibilidade das articulações e diferenças cognitivas e motoras. Sentar, andar e falar acontecem em um tempo próprio, e ela já está conseguindo tudo isso”, detalha Rúbia.

“Quando a Lívia chegou aqui, não conseguia fazer nada sozinha. Hoje ela se apoia, levanta, bate palma, chama o papai e a mamãe. Daqui a pouco está engatinhando”, contou Antoniene, empolgada.

Desenvolvimento integral

Nesta fase, o envolvimento da família é essencial. A continuidade das orientações em casa reforça os resultados e amplia as possibilidades de avanços no dia a dia.

“É ótimo receber uma família tão parceira como a da Lívia. A mãe e as irmãs sempre participam das sessões, isso faz a diferença em todas as etapas”, disse Rúbia.

A Prefeitura também conta com atendimento psicológico voltado aos pais e responsáveis. O suporte emocional auxilia no processo de adaptação, no enfrentamento de desafios da rotina e no fortalecimento do vínculo com a criança, contribuindo para o crescimento em um ambiente mais seguro e acolhedor.

“A psicóloga é importante pra gente. Todos aqui estão nos ajudando demais, na verdade. Somos extremamente gratos, é uma alegria imensa saber que a Lívia está correspondendo e tem tudo o que precisa aqui”, destacou Antoniene.

Mais do que assistência em saúde, o cuidado oferecido pela Prefeitura busca promover qualidade de vida para pessoas com Síndrome de Down, garantindo que construam trajetórias com oportunidades de participação na sociedade.

Rede municipal de saúde oferece acompanhamento multidisciplinar desde os primeiros meses de vida – Foto: Claudio Vieira/PMSJC

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