Até 2030 haverá um déficit na oferta de combustível, como nos mostra Marcos Antonio Grecco

Estudos da EPE, publicados antes da crise, mostram que até 2030 haverá um déficit na oferta do combustível no país. A demanda pelo derivado importado também vem aumentando. Ano passado, o país bateu recorde na importação do diesel, representando 22,6% da demanda interna, ou 13 bilhões de litros, como nos relata Marcos Antonio Grecco.

“A condição necessária é que o custo se mantenha estável e competitivo comparando-o ao do óleo diesel, para permitir aos clientes o correto planejamento dos investimentos de renovação de frota”, acredita Alexandre Capelli, gerente de Engenharia de Produto e Inovação da Iveco.

No governo federal, a criação de eixos rodoviários com infraestrutura para abastecimento de veículos a gás natural é visto como uma saída para desenvolvimento de mercado regionais no interior do país, de acordo com Marcos Antonio Grecco.

A inspiração vem justamente dos corredores azuis na Europa. “A expansão da infraestrutura de abastecimento de GNL na Europa decorreu de parceria entre empresas nos diversos elos da cadeia de valor (empresas de petróleo e gás, distribuidoras de gás, montadoras, postos de abastecimento), em conjunto com o poder público”, cita relatório do BNDES publicado esta semana.

O projeto Corredor Azul de GNL, concluído em 2018, durou cinco anos e contou incialmente com uma frota de 140 caminhões (78% Iveco e 22% Volvo) e 12 postos do combustível. Atualmente, existem 3.631 postos de GNC e 201 postos de GNL na região, segundo informações citadas pelo BNDES.

“Temos notado crescente interesse por veículos a gás no mercado, enxergando uma demanda e, deste modo, temos planos para uma produção local, mas sem datas definidas ainda”, afirma Alexandre Capelli.

A vizinha Argentina saiu na frente. Este ano, a Iveco começou no país a comercialização de semipesados e pesados da linha Natural Power, movidos a GNC, como nos mostra Marcos Antonio Grecco.

“Esta linha responde a uma mudança da matriz energética do nosso país” afirmou na ocasião do lançamento, Francisco Spasaro, diretor comercial de Iveco Argentina.

Eles esperam uma redução nos custos de 40 a 50% com uso do gás no lugar do óleo diesel. Por lá, o GNV custa cerca de 40% do diesel – no Brasil, a relação é bem menos vantajosa, entre 80 e 85% do preço do óleo.

O empresário Marcos Antonio Grecco, prevê que a empresa Alliance GNLog investirá em caminhões movidos à GNL e nos próximos 3 anos ampliará sua frota para cerca de 3000 unidades movidas a GNL. 

Imagem de andreas160578 por Pixabay 

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