Sistema ERP pode ajudar empresas a migrar para a Indústria 4.0

Modelo de gestão auxilia corporações que buscam automatizar processos 

Mais do que mudar o estilo de vida das pessoas, a pandemia do novo coronavírus fez com que uma série de processos fossem criados ou adiantados para que os trabalhos pudessem seguir dentro da normalidade. Foi assim com o home office, que não era sequer pensado por muitos dos empresários, e acontece o mesmo com a nova era industrial, a Indústria 4.0.

Esse conceito é relacionado à Quarta Revolução Industrial, que é o momento em que as máquinas possuem mais autonomia nos processos de produção e gerenciamento. Isso quer dizer que, ao contrário da Terceira Revolução Industrial, quando a tecnologia começa a ser inserida nas fábricas, o momento atual proporciona uma série de etapas realizadas apenas por robôs e softwares, sem o apoio humano, que outrora era fundamental.

Assim sendo, o ano de 2020 mostrou-se decisivo para a Indústria 4.0, já que, para driblar os impactos da crise sanitária e financeira, os empresários precisaram encontrar formas de otimizar a produção, garantir a saúde dos colaboradores e manter um padrão consistente na área logística – também com foco na condição dos entregadores e na forma segura de realizar as entregas.

Isso porque tudo isso precisava ser feito em menos tempo e em maior volume, já que a demanda aumentou durante o isolamento social. As compras em sites apresentaram um crescimento de 51% em maio se comparado ao apresentado em fevereiro. Além disso, registraram o número de um bilhão de visitas no período.

É neste ponto que o sistema ERP – sigla para Enterprise Resource Planning – entra. A mudança de procedimentos e implementação de novas gestões devem ser feitas com cautela e com base em um planejamento de estratégias sólido. Assim, é importante listar quais desenvolvimentos serão executados, com qual prioridade e como essas medidas serão colocadas em prática, de modo a deixar a operação cada vez mais inteligente e automatizada.

Com o ERP, os gestores serão capazes de visualizar todos os processos da empresa de uma forma única, e, no modo online do sistema, é possível também que os dados fiquem armazenados em nuvem, com acesso rápido a todos que possuírem as credenciais de uso.

Um dos grandes benefícios da Indústria 4.0 é a conectividade possível entre colaboradores, maquinários e rede. Assim, o sistema consegue identificar padrões e solucionar problemas em determinados locais sem que um funcionário precise se deslocar de um ponto a outro. A fase 4.0 – que chegava devagar à indústria – também conta com tecnologias como Big Data, Internet das Coisas (IoT), Inteligência Artificial, cibersegurança, computação em nuvem, automação do chão de fábrica, entre outras coisas.

Trabalho humano

Com o aumento da automação, o trabalho humano – que já havia perdido força em parte dos serviços mais pesados do chão de fábrica – também deve perder espaço nas tarefas mais leves dessas etapas. Com a Indústria 4.0, a atividade de ligar e configurar as máquinas, inclusive, não será mais necessária. Também há os cargos que atuavam com controle de estoque, registro de entradas e saídas e encaminhamento de pedidos, que passam a ser mais escassos com as tecnologias.

De acordo com especialistas, é possível que o trabalho humano migre para áreas mais estratégicas e menos braçais. Entretanto, ainda não se sabe o impacto que a migração de sistema poderá causar no desemprego. 

Foto: divulgação

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