Como se prevenir de fraudes em leilões online

Golpes em compras pela internet aumentam 18% durante a pandemia, e leilões não estão de fora desse número

A pandemia impulsionou as compras pela internet em seus diversos tipos – inclusive, os leilões online. Muita gente descobriu essa opção para pagar mais barato sem sair de casa e passou a explorar essa forma de fazer negócio. Mas não são só os clientes que estão aproveitando essa oportunidade: golpistas fizeram as ações criminosas em leilões crescer nos últimos meses.

Fraudes digitais no geral tiveram aumento: só no primeiro mês de isolamento a empresa de soluções antifraude ClearSale registrou aumento de 18% em tentativas de golpes. Especificamente em relação aos leilões, a Sodré Santoro, leiloeira com atuação na América Latina, afirma que notificou seis tentativas de clonagem de seu site oficial desde o início do ano.

Essas investidas criminosas não são novas. No ano passado, a empresa já combatia a criação de páginas falsas que imitam a marca na internet, porém os números cresceram. O Sindicato dos Leiloeiros já identificou aproximadamente 400 páginas fraudulentas no último mês apenas no estado de São Paulo.

Para reduzir os riscos ao negociar online, a empresa indica a certificação da veracidade da oferta realizada. Isso pode ser feito ao checar o nome do leiloeiro oficial antes mesmo de fazer o cadastro para participar da venda. Se for possível, visite o item a ser leiloado para ter certeza de que ele existe e está nas condições informadas.

Para evitar informar seus dados e até mesmo finalizar uma aquisição em um site falso, a recomendação é entrar em contato com a empresa por telefone e perguntar sobre o produto desejado, além de verificar, assim que acessar o site, se a URL dele termina com “.com” ou “.com.br”, pois muitas clonagens apresentam finais diferentes desses, como “.com/br”, o que indica que o site vem de fora do Brasil e que o rastreamento de seus criadores pode ser dificultado.  

Outra dica da especialista em leilões Sodré Santoro é prestar atenção na forma de comunicação com a empresa, que deve ser por meios formais quando o assunto são informações de pagamento. Leiloeiras sérias não pedem depósitos via WhatsApp nem confirmam dados pessoais importantes pelo aplicativo.

Ainda sobre o momento do pagamento, o leilão é uma opção que oferece preços mais baixos, mas ainda assim é necessário pesquisar. Preços extremamente menores do que os apresentados em outros leilões são passíveis de desconfiança. Além disso, as normas legais exigem que o depósito seja feito na conta do leiloador, isto é, de uma pessoa física. Deve haver questionamento caso seja passada uma conta-corrente empresarial, com CNPJ.

Foto: Divulgação

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