Até que ponto a alimentação influencia no desenvolvimento do Alzheimer?

Estudos mostram que antes e depois da manifestação de DA, a nutrição é uma importante aliada do organismo humano

O Alzheimer é uma doença que provoca grande movimentação da medicina, especialmente, porque ainda não existe cura. Até mesmo definir os fatores que provocam a Doença de Alzheimer (DA) ainda é um desafio, mas há alguns pontos de semelhança que possibilitam a manifestação dessa enfermidade, como a herança genética e alguns riscos ligados ao comportamento, com destaque para o sedentarismo, colesterol elevado, além do próprio processo de envelhecimento.

Quando falamos em alimentação, existe um grande debate a respeito de até onde a alimentação é capaz de influenciar no desenvolvimento da doença. Contudo, já é esclarecido mundialmente que a alimentação, por si só, é incapaz de contribuir de maneira direta para o Alzheimer. No entanto, novos estudos a respeito do tema nutrição cerebral estão sendo desenvolvidos para entender até que ponto a ingestão de alimentos influencia na memória e outras características cerebrais.

Atualmente, pesquisas mostram que pacientes que apresentam diabetes, hipertensão ou são dislipidêmicos têm maior possibilidade de desenvolver DA. Assim, essas pessoas precisam manter sua glicemia, colesterol e triglicérides dentro da normalidade, por meio de uma reeducação alimentar.

Alzheimer

Entende-se, dessa forma, que o controle de quadros glicêmicos, por exemplo, evitando o consumo em excesso de açúcar e gordura na alimentação, indiretamente ajuda a prevenir o Alzheimer. Da mesma maneira, o excesso de radicais livres no organismo humano também é considerado um fator de risco para o desenvolvimento da doença, sendo fortemente indicado cortar hábitos, como tabagismo, estresse e ingestão de alimentos industrializados.

Do outro lado, alimentação também se mostra fundamental

De acordo com um recente estudo apresentado em Portugal, na área de “Nutrição Clínica”, a alimentação é, de fato, um dos fatores capazes de deter o avanço rápido da demência, auxiliando também no processo de estabilidade do paciente durante o tratamento.

Segundo o neurocientista, neuropsicólogo e psicanalista com especialização em nutrição clínica Fabiano de Abreu, os “indivíduos acometidos pela doença de Alzheimer contam com alterações no estado nutricional que comprometem a sua qualidade de vida”.

Portanto, até mesmo para quem já apresenta quadros da enfermidade, a nutrição correta é essencial para todas as etapas de enfrentamento da doença, seja na prevenção ou no retardo do desenvolvimento da demência, ajudando a criar um melhor bem-estar e controle hormonal.

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