Quando procurar um atendimento ginecológico?

Um fato: mulheres cuidam melhor da saúde em relação aos homens. Também, não é para menos. O corpo feminino é repleto de hormônios responsáveis pela reprodução e qualquer desequilíbrio químico afeta a saúde física e emocional da mulher.

Além disso, os órgãos reprodutores são suscetíveis a uma série de alterações, seja por agentes externos ou por predisposição congênita.

Por outro lado, vivemos em uma época em que a mulher leva uma vida extremamente agitada, entre trabalho, estudos, cuidados com a família e outros compromissos.

A Rede D’Or Sâo Luiz alerta que, mesmo no corre-corre diário, as mulheres não devem deixar a visita ao ginecologista para depois. Há casos de doenças que poderiam ser tratadas ou prevenidas e, pela demora, podem se complicar.

Ginecologia

Durante muito tempo, a mulher recebia apoio e cuidados específicos somente na hora do parto. No início do século 19, nos Estados Unidos, cientistas começaram a estudar com mais afinco o organismo feminino. Como resultado, um médico pode realizar a primeira cirurgia de extração de ovários.

A partir daí, a especialidade foi se desenvolvendo em diversos países, até possuir uma vasta gama de pesquisas sobre as doenças, anomalias e tratamentos para cada um dos órgãos e o sistema hormonal feminino. Ao lado da pediatria, a ginecologia é a especialidade médica que possui mais profissionais no Brasil.

Consultas de rotina: qual a frequência ideal?

A primeira consulta deve ser feita a partir da primeira menstruação, chamada de menarca, que ocorre normalmente a partir dos 11 anos de idade.

Há quem acredite que o início da rotina ginecológica deva ocorrer depois da primeira relação sexual, um erro bastante comum.

Ao menstruar, a menina deve ser orientada por um especialista sobre o funcionamento do seu corpo. Quanto mais informações receber no início da fase reprodutiva, mais consciente sobre os cuidados com sua saúde ela estará.

A partir da primeira visita, a ida ao médico ginecologista deve ser um compromisso anual.

Nessa janela entre uma consulta ou outra, o especialista deve ser procurado em casos de dores muito intensas durante o ciclo menstrual, desequilíbrios emocionais bruscos no período pré-menstrual, surgimento de secreções com cheiro e cor diferentes do normal, menstruação atrasada, relação sexual de risco sem proteção, sangramento fora da menstruação, dor ao urinar ou durante as relações sexuais, dificuldade para engravidar. E, no caso de gravidez, durante todo o pré-natal.

Exames

Os exames ginecológicos são os procedimentos mais seguros para se evitar doenças ou identificá-las a tempo de evitar complicações. Os mais comuns são:  

  1. Papanicolau. Feito no consultório médico, com ajuda de instrumentos, o médico retira uma mostra de células do colo do útero para uma análise laboratorial. Por este exame, o médico pode identificar possíveis infecções na vagina e no útero e o HPV, que podem causar o câncer de colo do útero. De acordo com Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse tumor é o segundo mais frequente entre as mulheres, perdendo apenas para o câncer de mama.
  2. Colposcopia. É também feita no consultório médico, quando o Papanicolau apresenta alguma alteração e o médico usa um aparelho para avaliar visualmente de forma mais detalhada possíveis lesões na vulva, vagina e colo do útero de forma bem detalhada. 
  3. Exame das mamas. Com toques, um médico pode identificar possíveis caroços nos seios que podem sinalizar tumores. Esse é um exame bastante simples e a própria mulher pode realizá-lo sozinha, sob orientação.
  4. Exames de sangue. Para identificar infeções de doenças sexualmente transmissíveis, análises laboratoriais do sangue são prescritas em casos de suspeitas de herpes, sífilis, HIV e outras. O médico também consegue medir as quantidades de hormônios femininos no intuito de detectar e tratar possíveis desequilíbrios que afetam a saúde e a qualidade de vida das mulheres.
  5. Ultrassonografia pélvica, ultrassonografia transvaginal, histerossalpingografia, laparoscopia e ultrassonografia da mama. Com a ajuda de equipamentos de última geração, os ginecologistas conseguem visualizar com mais detalhes os órgãos reprodutores e as mamas, a fim de detectar doenças ou anomalias. Com o avanço da idade, esses exames entram na rotina ginecológica com mais frequência.
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