Home office com filhos: como lidar com essa nova realidade de forma positiva

Rotinas de trabalho e de casa podem coexistir no mesmo espaço, de maneira harmoniosa

O trabalho remoto é uma realidade não muito recente. Dados dão conta de que, desde o início da comunicação à distância, já existiam modalidades de serviços prestados dessa maneira.

Carta, telegrama, fax e telefone antecederam a rotina contemporânea dos pais e mães que, hoje, trabalham em casa, por meio do computador e com o auxílio de uma conexão com a internet.

Uma pesquisa feita em colaboração entre a Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades e a International Telework constatou que, já em 2015, o número de brasileiros que trabalhava remotamente era de, aproximadamente, 12 milhões de pessoas.

Essa tendência mundial, agora, é enfatizada pela quarentena e pelo isolamento social. Assim, não só os que já trabalhavam dessa maneira se veem nessa posição, mas muitos daqueles que estavam acostumados com uma rotina de trabalho fora de casa, agora, se encontram praticando o home office.

O desafio é maior para quem tem filhos, especialmente, os que tiveram suas atividades escolares suspensas. O que, a princípio, pode parecer assustador, na verdade, é uma ótima oportunidade de experienciar essa dinâmica de compartilhar diferentes atividades no mesmo ambiente.

Mantenha a organização

Entenda que, da mesma forma que você precisará de espaço para organizar seus materiais de trabalho, seus filhos também precisarão do deles para realizar atividades escolares. Esse tipo de organização espacial, por si só, já fará com que esse sistema funcione melhor.

Reserve o espaço da casa que será destinado a ambas as atividades e organize os horários em que essas duas tarefas acontecerão. Uma dica importante é tentar construir um certo grau de independência dos seus filhos em relação a você. Dessa forma, a execução dos deveres poderá acontecer ao mesmo tempo.

Vale lembrar que o seu volume de trabalho será sempre maior que o de estudo exigido de seu filho. Logo, sua mentoria será necessária, especialmente, com os mais novos. Assim, esteja ciente que você será interrompido para prestar ajuda em alguma atividade e, quando muito, essa ocupação deve ser apenas uma parcela do dia dos seus filhos.

Não deixe o lazer de lado

Mesmo que sua casa tenha se tornado, em partes, um ambiente de trabalho e estudo, não se esqueça que ela ainda é o seu lar. Assim, priorize pausas e momentos livres. Aproveite esse período para passar mais tempo com seus filhos. Rotinas corridas, de maneira geral, afastam a relação familiar. Utilize o momento para estreitar os laços entre vocês.

Assim como as atividades do trabalho e da escola, o lazer também deve ter hora certa. Nesse caso, porém, é essencial que a flexibilidade seja um elemento importante. Escute os seus filhos, entenda que atividades os deixam mais contentes e priorize-as. Ao mesmo tempo, esforce-se para trazer novidades.

Aqui, a independência também pode ser desenvolvida. Organize atividades que vocês poderão fazer juntos, mas introduza aquelas em que as crianças executem sozinhas. A construção desse espaço tende a ser recíproca. Quando seu filho entender que você permite que ele tenha individualidade, as chances de que ele te retribua da mesma forma são grandes.

Construa uma rede de apoio

A educação dos filhos em casa, em especial, em ocasião de home office, pode ser potencializada quando dinâmicas horizontais são construídas. Ou seja, para aqueles que tem um companheiro ou uma companheira morando na mesma casa, é importante que as responsabilidades sejam divididas de maneira igual.

Isso evitará a sobrecarga de apenas um dos responsáveis e, ao mesmo tempo, introduzirá as crianças às dinâmicas de colaboração. A tecnologia, inclusive, pode ser utilizada como aliada. Sobretudo para crianças um pouco maiores, chamadas de áudio ou vídeo poderão ser usadas, com moderação.

Converse com os responsáveis dos amigos de seus filhos e organize ligações entre eles. Primos, e avós também podem ser inclusos nessa dinâmica. Isso contribuirá, por fim, para que a criança alimente, em alguma dimensão, a noção de sociabilidade e contato com o mundo lá fora.

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