ISA CTEEP inaugura primeira subestação digital do Sistema Interligado Nacional (SIN)

  • Empreendimento representa um marco rumo à Subestação 4.0 e vai duplicar o abastecimento de energia para a região do Vale do Paraíba, que passa a contar com um sistema redundante
  • Aplicação de sistemas digitais com o uso de tecnologias, como “big data” e conexões em fibra ótica, conferem maior disponibilidade e eficiência na prestação de serviços, melhor confiabilidade e coleta de informações para tomada de decisão
  • Projeto reforça comprometimento da companhia com a inovação e a descarbonização da matriz energética

A cidade de Lorena, no interior de São Paulo, recebe a primeira subestação digital da rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN), desenvolvida pela ISA CTEEP, maior transmissora privada de energia elétrica do País. O empreendimento, inaugurado hoje, é o primeiro a contemplar a aplicação da solução digital no Grupo ISA e faz parte da Interligação Elétrica Itapura. A subestação conta com um banco de autotransformadores com capacidade instalada de 1.200 MVA, capaz de abastecer duas cidades do porte de São José dos Campos (SP). O projeto vai beneficiar a região do Vale do Paraíba, maior polo de tecnologia de São Paulo e, ao todo, mais de 200 profissionais trabalharam durante a obra.

Subestação digital da rede básica do Sistema Interligado Nacional (SIN)

“A subestação Lorena representa um marco na transformação digital da ISA CTEEP rumo à Subestação 4.0, essencial para sistemas de energia cada vez mais descarbonizados, distribuídos e digitalizados. Com este novo empreendimento, contribuiremos significativamente com o aumento da confiabilidade, eficiência e sustentabilidade para o sistema de transmissão brasileiro”, conta Dayron Urrego, diretor executivo de projetos da ISA CTEEP.

O empreendimento tem investimento previsto pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) de R$ 238 milhões, com Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 11,8 milhões no ciclo 2021-2022, e foi entregue em setembro, um ano de antecedência em relação ao prazo do regulador.

Ainda, a subestação duplica a confiabilidade do abastecimento de energia para a região do Vale do Paraíba, que passa a contar com um sistema redundante, no caso de falha do primeiro, assegurando a continuidade do serviço e contribuindo com todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).

Conheça os principais benefícios e diferenciais da subestação digital:

Robustez do sistema: a subestação digital amplia o escopo de coleta das informações e parâmetros, além do processamento de dados. Isso acontece por meio de tecnologias como fibra ótica e “big data”, que contribuem para que a operação seja mais confiável ao longo de todo o ciclo de vida da subestação.

A coleta e o processamento mais ágeis das informações, 50% mais rápidos do que uma subestação convencional, promovem a tomada de decisão mais precisa e confiável, aumentando a eficiência na prestação do serviço.

A manutenção também se apoia na tecnologia digital, pois cada um dos equipamentos da subestação é monitorado remotamente de maneira que, se houver uma falha, a companhia sabe exatamente onde atuar, antecipando-se e evitando a interrupção do fornecimento de energia.

Sustentabilidade: a subestação digital é concebida com cabos de fibra ótica, enquanto a convencional é de cobre. Com isso, é possível reduzir em 50% o uso de cabos e estruturas e, consequentemente, a geração de resíduos para o meio ambiente, já que a arquitetura de comunicação em fibra ótica é capaz de realizar diversas funções, enquanto o cobre faz somente uma.

Ainda, a sala de comando, onde estão concentrados todos os equipamentos e dispositivos para controle e proteção da subestação, é compacta e 30% menor do que a de uma subestação convencional, o que também reduz o impacto ao meio ambiente, devido à menor necessidade de construção civil.

Mais segurança aos colaboradores: os cabos de cobre foram substituídos por fibra ótica, mais seguros no processo de manutenção do empreendimento, uma vez que os técnicos não precisam intervir diretamente e de forma constante nos circuitos, já que esse trabalho é feito diretamente da sala de comando.

Subestação 4.0

Além de avançar na digitalização de subestações, a ISA CTEEP está trabalhando no conceito de Subestação 4.0. O projeto, classificado no programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da ANEEL, foi iniciado neste ano e prevê o desenvolvimento de estudos de requisitos e desempenho de um sistema de proteção, controle, automação e monitoramento para o desenvolvimento de um conceito de subestação do futuro com implantação de um piloto como plataforma de testes na subestação Jaguariúna (SP).

O P&D prevê investimento de mais de R$ 10 milhões e o início de montagem dos painéis e o desenvolvimento de arquitetura está previsto para acontecer ainda este ano.

O projeto está sendo desenvolvido em parceria com o Laboratório de Proteção e Automação da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (LPROT – USP), o LSI Tec, ABB Eletrificação e a Hitachi ABB.

ISA CTEEP

Com uma equipe de cerca de 1.400 colaboradores, a ISA CTEEP está presente em 17 Estados, operando uma complexa rede de transmissão por onde trafegam 33% de toda a energia elétrica transmitida no Brasil e 94% do Estado de São Paulo. Seu sistema elétrico é composto por mais de 20 mil km de linhas de transmissão e 140 subestações (ativos em operação e em construção). Privatizada em 2006, o principal acionista é o Grupo Multilatino ISA, que detém 35,82% do capital total.

Foto:Divulgação
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