Fria, morna ou quente, qual é a temperatura ideal para tomar banho?

Nem um extremo nem o outro, o melhor mesmo é optar por uma ducha morna, segundo especialistas

Nada melhor que aproveitar uma ducha gelada naqueles dias de calor excessivo do verão ou se esquentar com um banho quentinho no inverno, não é mesmo? Entretanto, especialistas indicam que, independentemente da estação, clima ou temperatura local, a melhor opção é sempre a água morna. 

Não que banhos quentes ou frios estejam totalmente dispensados, inclusive, cada um deles apresenta uma série de benefícios para o corpo. Pode-se, então, concluir que, tomados eventualmente, eles são considerados vantajosos.  

O banho ideal

A notícia é boa para quem foge de banho fervendo ou congelante. Como evidenciado anteriormente, a água morna é a mais aconselhada para tomar aquela ducha depois de se levantar ou antes de ir deitar.

O ideal é que a temperatura da água se assemelhe à nossa, que fica em torno de 36,5°C e 37°C. Contudo, a faixa definida como ideal é compreendida entre os  29°C e 38°C.

Tanto para quem está abaixo do recomendado como também para aqueles que estão acima, o melhor é se adaptar aos poucos, aumentando ou diminuindo a temperatura gradativamente. Quando você perceber já estará adaptado ao banho morno.

Vale ressaltar que, quente, morno ou frio, é preciso se atentar ao tempo gasto debaixo do chuveiro. A recomendação é que não se ultrapasse 10 minutos, pois, além de ser suficiente para a higienização pessoal, esse tempo é benéfico para a saúde da pele — o meio ambiente também agradece, é claro. 

Banho acima de 38°C

Adeptos ao banho quente devem reconhecer sua principal desvantagem: a alta temperatura é responsável por ressecar a pele, podendo desenvolver diversas inflamações cutâneas — a denominada dermatite. Os cabelos também são afetados, uma vez que a oleosidade é estimulada, propiciando a caspa. 

Contudo, uma chuveirada abrasadora também apresenta suas vantagens. A primeira delas é o estímulo à vasodilatação, que, após ser provocada, ativa um maior fluxo na circulação, ocasionando, consequentemente, a chegada de mais oxigênio aos músculos, fator que alivia dores e tensões, a famosa sensação de relaxamento.

A saúde mental também é contemplada, uma vez que a água quente, comprovadamente, auxilia na minimização do estresse e da ansiedade, em cooperação com o fato mencionado anteriormente.

Outro proveito é o auxílio à desobstrução das vias nasais. Por isso, se você está com sintomas de gripe, resfriado, sinusite ou rinite, certamente, um banho quente ajudará no combate, já que o ar caloroso e úmido, quando inalado, propicia a abertura das cavidades nasais.

Por fim, uma ducha fervendo é plenamente capaz de eliminar uma quantidade impressionante de células mortas do corpo. Não à toa, procedimentos estéticos e de limpeza direcionam vapores quentes sobre a região a ser tratada. Ao abrir os poros, a eliminação de células mortas é uma decorrência direta.

Banho abaixo de 29°C 

Vamos começar pelo lado ruim: dependendo do clima do ambiente, o banho gelado pode ser a causa para a conjunção de um choque térmico. Quedas bruscas da temperatura corpórea também podem ser notadas, inclusive levando à hipotermia. O melhor é iniciar o banho com águas mornas e, aos poucos, ir diminuindo.

Agora, os proveitos são variados. Comecemos com as vantagens para os cabelos e a pele: a água fria possui uma propriedade capaz de manter o denominado manto hidrolipídico íntegro; esse manto nada mais é que uma camada imperceptível a olho nu, que reveste toda a pele e os cabelos do corpo. Assim sendo, o gelado conserva esse revestimento entre 22°C e 24°C, temperatura perfeita para esse fim.

Ao contrário do banho quente, essa alternativa contribui para o fechamento dos poros e cutículas após a limpeza, garantido, dessa maneira, a construção de uma proteção natural contra corpos estranhos e impurezas.

A chuveirada gélida também auxilia o organismo em casos de enfermidades, como a febre, por exemplo. O metabolismo, por estar abaixo de 35°C, trabalha um pouco mais lento, ajudando na recuperação. A respiração fica mais ofegante, transportando mais oxigênio para o cérebro, incitando, assim, uma atenção maior ao restante do corpo.  

Recomenda-se água gelada também para o tratamento e prevenção de inflamações e tensões musculares, principalmente para atletas e praticantes de exercícios intensos.

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