Ensino remoto é estabelecido até o fim de 2021

Medida do Conselho Nacional de Educação pode fortalecer ensino híbrido no Brasil, mesclando aulas presenciais e virtuais

Conforme decisão do Conselho Nacional de Educação, o ensino remoto está permitido até o fim de 2021. A medida, adotada inicialmente por parte das instituições de ensino durante a pandemia de Covid-19, pode fortalecer o ensino híbrido no Brasil, modelo que combina aulas presenciais e online.

O documento que atesta a decisão recomenda que não haja reprovações e que os anos letivos de 2020 e 2021 sejam unificados, de forma a favorecer a reposição de aulas entre as séries. De acordo com o vice-presidente da Comissão de Educação, senador Flávio Arns (Podemos-PR), a orientação para a retomada das aulas deve ser gradual e acordada entre a família e a escola.

A proposta original de permitir o ensino remoto fora das salas de aula até 2021 tem origem na pesquisa “Sala de aula ou sala de casa: A nova realidade da educação”, realizada pela área de Inteligência de Mercado da Globo, em parceria com o Instituto Toluna. O levantamento tomou como base a opinião de estudantes de todo o Brasil, ouvindo 1.500 jovens das classes A, B e C de diferentes regiões brasileiras. Para 73% dos entrevistados, nos próximos anos, o ensino pode mudar para um modelo híbrido.

Barreiras de conexão e adaptação

Se muitos se perguntavam há um ano o que é semipresencial, hoje, o ensino híbrido já é amplamente conhecido entre os brasileiros. A discussão surgiu, inevitavelmente, a partir da necessidade de isolamento social, provocada pela pandemia e pela suspensão das aulas presenciais, que obrigou instituições de ensino a repensar o formato de aprendizado, adicionando o ensino a distância à realidade de muitas crianças e jovens. 

Para os entrevistados, o ensino a distância (também conhecido como EAD) mostrou maior relevância: 58% deles passaram a enxergar o formato de maneira mais positiva. Além disso, nos últimos meses, 19% dos alunos disseram ter começado um novo curso pago remotamente, enquanto 39% passaram a consumir conteúdos e cursos gratuitos pela internet.

Contudo, o maior desafio dos últimos meses para diversos estudantes tem sido conciliar disciplina e produtividade às barreiras impostas pelo ensino remoto – em especial, conexão e equipamentos. Outras barreiras também foram destacadas, como a exigência de muitas disciplinas, especialmente porque muitas pessoas acreditam que este formato exige menos do aluno.

Por fim, a adaptação a este novo modelo também passa por outros fatores, como equilíbrio emocional e ambiente tranquilo dentro de casa, o que nem sempre é possível obter. Portanto, todos esses aspectos são importantes para considerar a implantação do modelo híbrido de educação nacional.

Foto:Divulgação

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