Mais de 14 mil metalúrgicos conquistam 10,42% de reajuste salarial e renovação de direitos

Os metalúrgicos de São José dos Campos e Região estão chegando à reta final da Campanha Salarial 2021. A categoria já soma 14.295 trabalhadores, de 321 fábricas, com reajuste dos salários e renovação de direitos.

Os reajustes variam de acordo com as fábricas, mas a ampla maioria fechou em 10,42%, equivalente à inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado no período de setembro de 2020 a agosto de 2021. A data-base dos metalúrgicos é 1º de setembro.

Metalúrgicos de São José dos Campos e Região

Entre as fábricas em que os trabalhadores já tiveram o acordo assinado e conquistaram o reajuste de 10,42% estão General Motors, Caoa Chery, JC Hitachi, TI Automotive e Panasonic. Na Ericsson, os salários foram reajustados em 11% e na Avibras, em 10,5%.

Direitos renovados


Nas fábricas com convenções e acordos coletivos assinados, foram preservadas todas as cláusulas sociais. Onde houve tentativa patronal de redução de direitos, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos protocolou aviso de greve. Desta forma, nenhuma cláusula foi retirada.

Na quarta-feira (29), representantes do Sindicato foram à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para assinar as convenções coletivas de sete setores: equipamentos ferroviários e rodoviários, artefatos de ferro, fundição, trefilação e laminação de metais ferrosos, refrigeração, estamparia e esquadria.

Sem acordo


Os setores que ainda não chegaram a um acordo com o Sindicato nas negociações são aeronáutico, autopeças, eletroeletrônicos, fios e cabos elétricos, máquinas e equipamentos, forjaria, parafusos e metais não ferrosos.

Em todos esses casos, o principal objetivo dos patrões é acabar com a estabilidade no emprego para lesionados. A Embraer é uma das empresas que há anos tenta acabar com esse direito.

“O país passa por um momento de crise, em que os trabalhadores são os mais penalizados com a inflação, o desemprego e a carestia. A Campanha Salarial é uma oportunidade para lutarmos não apenas por melhores salários, mas também por direitos e contra as medidas adotadas pelo governo que prejudicam diretamente a classe trabalhadora”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.

Foto:Roosevelt Cassio
Instagram