Ansiedade: saiba como ela influencia no bem-estar do animal

Cães e gatos também podem sofrer com o distúrbio emocional.

A ansiedade é um sentimento natural que todos temos. Ela tem a ver com o instinto de sobrevivência e com a antecipação de riscos.

No entanto, a ansiedade pode, muitas vezes, acabar sendo nociva, quando é exagerada. Nesses casos, gera sintomas físicos, como mal-estar, agitação e agonia difíceis de serem contidos.

Animais de estimação também estão sujeitos a esse sentimento pelos mais variados motivos e podem manifestar através da alimentação em excesso, lambedura de membros e até destruição de objetos.

Entenda o problema

A ansiedade pode se manifestar em todas as fases da vida do animal, independente da sua raça, porte ou gênero. Há algumas raças que podem ser mais propensas, como aquelas mais sociáveis e que não gostam de ficar sozinhas por muito tempo.

Gatos, apesar de serem mais independentes, também podem sofrer com esse transtorno emocional.

Conheça as causas

A ansiedade animal pode ocorrer por diferentes razões. Passar muito tempo sozinho em casa, sem a companhia dos tutores ou de outros pets pode ser um dos motivos, mas não é o único.

A falta de atividade física também pode comprometer a saúde mental do bichinho de estimação. Logo, quem vive em ambientes pequenos precisa investir em passeios diários para ajudá-lo a gastar energia.

Outro causador de ansiedade em cães e gatos é o barulho. Por isso, fogos de artifício e festas de fim de ano costumam ser momentos de bastante estresse para pets e tutores, que ficam assustados e mais ansiosos do que o normal.

Tratar o pet como se fosse parte da família é algo bastante comum hoje em dia, mas a humanização de cães e gatos faz com que eles fiquem emocionalmente dependentes dos tutores, predispondo à ansiedade e ao hiperapego.

De olho nos sinais

A ansiedade pode trazer grande sofrimento para o animal de estimação. Para saber se o pet está com sintomas desse distúrbio emocional é preciso observar seu comportamento e sua rotina.

Dentre os principais indícios de que algo não vai bem estão:

  • Euforia e hiperatividade, em especial diante da chegada do tutor em casa ou do momento do passeio;
  • alteração do apetite, de modo que o pet passe a comer demais e se torne obeso;
  • demarcação de território, quando o animal passa a fazer suas necessidades mais vezes, em diversos locais da casa e até no próprio tutor;
  • insegurança, que ocorre quando o pet passa a seguir o tutor e tenta até fugir quando nota que ele (a) vai sair de casa;
  • lambedura excessiva das patas ou de alguma parte do corpo, chegando a causar feridas doloridas no local.

Atenção às situações de perigo e ao comportamento

Cães e gatos não têm raciocínio suficiente para se policiarem diante de situações perigosas. Logo, a ansiedade pode colocá-los em risco.

Pets que acham que serão abandonados ou que estão submetidos a locais muito barulhentos podem ter o instinto de fuga aguçado. Nesse momento, podem correr desordenadamente e fugir, machucar seriamente, ser atropelados ou até pular de locais altos.

Quando o pet desconta a ansiedade na alimentação também pode ser nocivo para a sua saúde e o tutor pode demorar a notar isso. O animal que passa a comer demais pode ficar obeso e trazer consequências como problemas cardíacos, ortopédicos e até desenvolver diabetes.

Soluções e como tratar

Para ajudar o pet a lidar com a ansiedade, o tutor precisa, antes de mais nada, de muita empatia e paciência. É fundamental entender o motivo pelo qual o animal está se sentindo ansioso e buscar ajuda sempre que necessário.

Aproveitar o tempo em que estão juntos para brincar, levar para passear e determinar a posição de liderança são algumas atitudes que podem ajudar.

No caso de ansiedade devido ao barulho, prover um local calmo e seguro para o animal e lhe fazer companhia, sem censurar seu comportamento também é importante.

Em casos mais sérios ou se essas medidas não ajudarem, o médico-veterinário deve ser consultado para orientar o melhor tratamento.

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