Consulta virtual é segura? Entenda como a Medicina analisa os riscos de cada quadro de saúde em meio à pandemia

Atendimentos remotos se mostram como solução mais viável durante a pandemia

A pandemia atual já é considerada a maior dos últimos 100 anos. Atingindo praticamente todos os territórios do planeta, a COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, se espalhou de forma rápida, forçando governos e populações a reorganizarem suas vidas, na medida do possível.

Por conta do isolamento social, uma das principais recomendações para que se evite uma disseminação ainda maior da doença, os serviços on-line e os deliveries têm se mostrado uma solução possível. Contudo, como fica a situação das consultas médicas quando o paciente nem sequer pode sair para buscar exames?

Pode soar estranho, mas a consulta médica on-line já é uma realidade, sendo legalizada e tendo até um termo para chamar de seu: a telemedicina. Visando exatamente suprir parte das demandas durante a quarentena, o Ministério da Saúde reconheceu a prática por meio de uma nova Lei Federal.

A lei reforça, inclusive, a consulta virtual como uma forma de combate ao coronavírus. Isso porque evitar ir aos hospitais e às clínicas, onde o vírus em questão e outras doenças podem estar mais latentes, é, por si só, um modo de se proteger da patogenia.

Isso também ajuda a descongestionar as unidades de saúde. Se for indicado que seu caso pode ser analisado remotamente, é melhor que assim seja. Mesmo que a novidade não pareça segura, acredite: se feita por um profissional qualificado, pode ficar tranquilo em relação a isso.

Principais benefícios

Em casos de enfermidades menos graves, no geral, a consulta é uma conversa entre o médico e o paciente. Por isso, o atendimento remoto não perde em nada para um presencial. Ao contrário, ele pode, inclusive, trazer vantagens tanto para o usuário, quanto para o profissional.

Além da segurança já mencionada e da contribuição para que não se sobrecarregue as unidades de saúde, vale frisar a economia de tempo. Como nem paciente, nem médico precisam se deslocar para que atendimento aconteça, ambos ganham esse tempo da trajetória até o lugar onde a consulta aconteceria.

Não precisa se preocupar com a receita, pois a emissão dela é regulamentada por meio da internet. Você pode imprimi-la ou mesmo mostrá-la no seu celular caso necessário. A exceção fica para medicações com talonário azul (benzodiazepínico) ou amarelo (psicoestimulante), já que ambos não têm prescrição virtual regulamentada por lei.

Redução do autodiagnóstico

Vale lembrar que você, muito provavelmente, já utilizou a internet para pesquisar sintomas e identificar potenciais enfermidades em si mesmo. Apesar de popular, o autodiagnóstico seguido pela automedicação não é recomendado.

Uma pesquisa realizada pelo Instituto da Ciência, Tecnologia e Qualidade, o ICTQ, mostrou que, pelo menos, 40% da população brasileira já realizou algum tipo de autodiagnóstico. Grande parte dele, por meio da internet.

Para quem sente confiança em pesquisar on-line sobre possíveis doenças e se automedicar em seguida, sem orientação profissional, uma consulta com um médico qualificado pela internet não deveria ser um problema.

A disseminação das teleconsultas, na verdade, muito provavelmente vai continuar após o fim da pandemia, e isso só traz vantagens. Ter um canal de acesso a um profissional responsável diretamente de casa, reduz, sem sombra de dúvidas, os casos de autodiagnóstico.

Vale lembrar que, em alguns casos, a consulta on-line não será suficiente, de fato. Nessas situações, o próprio médico indicará a melhor forma de prosseguir com a investigação e marcar uma consulta presencial. De todo modo, esse primeiro contato poderá ser o suficiente para diversas outras situações.

A principal questão da teleconsulta é entendê-la como aliada à saúde. Além de evitar o contato físico, desafogar os hospitais e reduzir o autodiagnóstico, ela economiza o tempo de todas as partes envolvidas no processo. A principal dica é, portanto, procurar profissionais habilitados para que a consulta virtual seja efetivamente proveitosa.

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