As cores dos carros impactam na desvalorização dos veículos?

Desejo de consumo para muitos, mas um verdadeiro pesadelo para outros; entenda o impacto que a cor de um veículo pode causar na desvalorização

Já passou o tempo em que as pessoas compravam o carro prata por representar a cor do futuro, por esconder os riscos e ser o que mais se mantém valorizado na hora da revenda. Os gostos mudam e outras tendências começam a surgir, e um exemplo disso são os carros com cores exclusivas que as fabricantes de automóveis estão lançando ultimamente. 

Apesar das inúmeras possibilidades que temos agora, muitos consumidores ainda se sentem pressionados a escolher as cores mais “tradicionais”. Isso acontece por acreditar que a cor pode exercer um impacto negativo em uma possível venda, mas estudos recentes estão mostrando que não é bem assim. 

De acordo com levantamento realizado pela Kelley Blue Book Brasil, a KBB, a desvalorização por cor não tem tanta relevância quanto pensam – ela pode chegar, em média, a apenas 3%. O estudo compara sempre o valor de um carro na cor branca com as demais cores. A cor prata, por exemplo, fica avaliada em -0,24%, já para os carros pretos esse índice é de -1,24%.

Esses números valem para quase todos os segmentos de carro entre os compactos, médios e grandes do tipo SUVs e utilitários – a única exceção são os automóveis grandes, que não acompanham a média nacional. Para eles, os veículos na cor marrom valem +1,7% em relação aos brancos, assim como o vermelho, +1,5%. Enquanto isso, o impacto para a cor verde é de -3,5% e para a amarela, -4,4%. 

Se o seu carro não fizer parte do grupo bem específico de automóveis grandes na cor verde e amarela, você não precisa se preocupar. Sinta-se livre para escolher o tom que quiser, até porque, seja comprando em leilão de carros, concessionárias ou revendas, este é um investimento bastante pessoal e que deve refletir a sua identidade.

O Relatório Global de Popularidade das Cores Automotivas, da Axalta, mostrou que, em 2020, cerca de 86% dos carros vendidos na América do Sul eram das cores branco (38%), preto (19%), e cinza (15%). Em todo o mundo, nos últimos dez anos, veículos cinza têm sido deixados de lado, enquanto o branco segue sendo o mais adquirido e o preto o preferido entre os de luxo. 

A pesquisa mostra que a popularização dos carros coloridos aqui na América do Sul ainda está baixa, mas isso não é tão ruim quanto parece. Para os 14% que se arriscaram a comprar os modelos diferentes em 2020, uma coisa está garantida: a exclusividade.

Foto:Divulgação

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