Sites devem ser prioridade para pequenas empresas em 2026
Saiba como fortalecer a presença digital para ampliar as oportunidades de negócio
Ter um site deve ser prioridade para os pequenos negócios que desejam se destacar no mercado em 2026, conforme o Google. No entanto, a empresa alerta que mais do que estar presente no ambiente digital, é necessário garantir que essa presença seja eficiente.
No Brasil, as micro e pequenas empresas (MPEs) correspondem a mais de 90% das empresas ativas, de acordo com a Receita Federal. Um total de 76% dos pequenos negócios brasileiros, que incluem ainda os microempreendedores individuais (MEIs), utiliza computadores em suas atividades, segundo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
O Google reconhece que as MPEs são fundamentais para a economia brasileira, mas nem todas têm maturidade digital. Além de recomendar o uso de site que atenda os parâmetros necessários para garantir uma boa experiência ao usuário e consequentemente o melhor ranqueamento no motor de busca, a empresa alerta que a dependência exclusiva das redes sociais limita a visibilidade, a credibilidade e o controle da marca.
IAs facilitam desenvolvimento de sites
O lançamento de sites se tornou mais acessível, sobretudo com a chegada das inteligências artificiais. Hoje é possível usar IA para criar site WordPress, por exemplo.
Mantê-lo em pleno funcionamento exige acompanhamento técnico. Segundo o Google, a rapidez e a fluidez das interações do usuário, como cliques, toques e scrolls, são critérios centrais para a avaliação da qualidade de um site.
O motor de busca valoriza páginas com boa navegabilidade e otimizações constantes. O tempo de carregamento da página, incluindo as imagens e os elementos, é outro parâmetro considerado para avaliar a experiência do usuário.
Por essa razão, a recomendação é que a escolha da hospedagem seja feita com cautela. As inteligências artificiais podem facilitar a vida dos empreendedores, já que também é possível hospedar sites com IA.
A Clutch reforça que “os profissionais de marketing estão implementando Inteligência Artificial (IA) em praticamente todas as etapas do funil”, uma vez que as IAs “aprendem o comportamento dos visitantes e adaptam a experiência do site em tempo real”.
Oportunidade de negócio para pequenas empresas
Os brasileiros estão cada vez mais conectados, sinaliza a plataforma DataReportal. No início deste ano, cerca de 183 milhões de pessoas navegaram pela internet no Brasil. Boa parte desse público utiliza o ambiente digital para consumir, o que representa oportunidade de negócios.
O relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian estima que 82% dos consumidores do Brasil realizam, pelo menos, uma compra on-line por mês, enquanto 33,4% afirmam realizar entre duas e três aquisições.
De acordo com a PwC, 79% dos consumidores brasileiros fazem pesquisas on-line antes de fechar uma compra. Por isso, os sites funcionam como uma vitrine virtual com exposição 24 horas por dia.
“As empresas com site têm maior chance de aparecer em buscas genéricas, transmitir maior confiança aos clientes e ter um espaço próprio”, destaca o Think With Google. “A internet é um campo vasto e competitivo, o que exige das marcas autenticidade e conexão com os seus usuários”, orienta.
Para o Sebrae, as pequenas empresas têm como diferenciais competitivos a proximidade com comunidades, a capacidade de inovar e se adaptar com agilidade, flexibilidade, autenticidade e a capacidade de realizar atendimentos personalizados. Todas essas habilidades podem ser usadas para a conquista de resultados na internet.
Casos de clientes, guias locais, histórias e experiências comunitárias são estilos de conteúdo que têm o potencial para firmar conexões genuínas com os usuários, indica o Google. A internet é um grande mercado, com a presença ativa de distintos perfis de consumidores, em que estão disponíveis oportunidades variadas.
De olho em 2026: o que não pode faltar no seu site
Além dos parâmetros já definidos pelo Google, outros aspectos devem ser considerados para garantir uma presença on-line mais efetiva em 2026. Uma tendência para o próximo ano é a transição definitiva para o mobile-first indexing, em que a versão móvel do site é priorizada no rastreamento, indexação e ranqueamento pelos motores de busca. O conteúdo da versão móvel deve ser equivalente ao da versão desktop, como textos, imagens, vídeos e interatividade.
O design responsivo deixará de ser uma necessidade para ser uma obrigação. A interface do site deve ser funcional e focar na simplicidade, com a disposição clara, direta e limpa das informações. O Google já alertou que layouts organizados facilitam a identificação dos conteúdos e retém audiência.
A acessibilidade é um pilar fundamental para se alcançar a inclusão digital. Segundo o Google for Developers, a presença de legendas em vídeos, textos alternativos em imagens e o contraste correto de cores são ações positivas que sinalizam maturidade digital do site.
O alcance de resultados orgânicos continuará sendo possível por meio de trabalhos com SEO em 2026. Quando os conteúdos de um site são otimizados para os motores de busca, maiores são as chances deles alcançarem as primeiras colocações na página de resultados do mecanismo de pesquisa, segundo o Beginner’s Guide to SEO da Moz.
Os conteúdos das empresas, sobretudo daquelas de pequeno porte, devem ser originais, de alta qualidade, bem estruturados, relevantes e com boa experiência de página, instrui o Google.
As empresas, incluindo as de pequeno porte, devem priorizar a segurança dos seus sites. A proteção e o tratamento de dados pessoais no Brasil são estabelecidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). De acordo com o Governo Federal, a privacidade, honra e intimidade dos usuários devem ser resguardas.

