A diferença de idade influencia no aprendizado de uma segunda língua?

Saber falar um segundo idioma hoje é um fator de primeira necessidade para quem deseja estar em uma boa posição, tanto no mercado de trabalho quanto em outras áreas. Esta perspectiva, embora não seja tão recente, tomou um fôlego maior após a aceleração da globalização.

Com essas mudanças, todos, jovens e adultos tiveram que se adaptar às novas tendências e aprenderem inglês. Mas a pergunta que todos se fazem é: será que todos têm a mesma capacidade de aprendizado de uma segunda língua? Há diferenças sim, isso não é um impeditivo para começar os estudos em qualquer idade.

Durante a infância é mais fácil aprender sobre tudo e em qualquer lugar. E os pais não precisam ficar preocupados: estudar português e inglês de forma alguma irá prejudicar a compreensão da língua materna. Isto acontece porque o cérebro de crianças está em pleno desenvolvimento, com alta capacidade de conhecimento. O que também faz com que elas aprendam mais rápido está no fato de serem bastante curiosas, sempre atentas para novos assuntos e novos conteúdos. O importante é que sejam estimuladas para que haja um aproveitamento máximo que poderá ser útil inclusive em outras disciplinas.

Outro fator positivo de se aprender o quanto antes é que, com o aparelho fonético sendo desenvolvido, também se torna mais fácil reproduzir sons e fonemas diferentes dos utilizados na língua portuguesa. Ou seja, tornam-se fluentes mais facilmente ao longo dos anos. Além disso, as crianças que aprendem inglês têm melhoras em outras áreas, na socialização (diminuindo a timidez) e na concentração em outras disciplinas

Não há um consenso sobre qual idade na infância seria mais fácil, mas sabe-se que o quanto antes começarem, mais natural será a compreensão. E há algumas maneiras fluídas de apresentar o conteúdo e que trazem bons resultados: uso de desenhos animados, historinhas, brincadeiras, músicas e joguinhos estimulam a curiosidade.

Quem teve a oportunidade de aprender antes dos 17 ou 18 anos com certeza estará um passo à frente dos demais neste quesito, mas isso não impede que após a adolescência os jovens continuem aprendendo. Na adolescência há uma diminuição na capacidade de absorção, mas ela ainda continua grande. É nesse período que entram em jogo outros interesses, incluindo as relações sociais, dificuldades normais da adolescência como mudanças físicas, descobertas e outros interesses. As atividades devem seguir seu ritmo para que o conteúdo seja melhor entendido.

Mas e os mais velhos? É possível aprender inglês em todas as fases da vida, inclusive na idade adulta. Nesta fase em que existem obrigações que incluem trabalho e família, muitas pessoas têm dificuldades em iniciar um novo aprendizado. Uma boa solução para gerir o tempo é buscar opções de cursos online, lembrando que para quem não conhece a língua, é extremamente importante iniciar os estudos com cursos básicos. Criar hábitos de estudo também irão influenciar positivamente seus resultados. E quanto mais o cérebro é exercitado, menos problemas poderão ocorrer lá na frente. Um adulto que estude e faça atividades regularmente retarda doenças neurológicas e degeneração, mantendo a saúde mental em dia.

Algo que favorece o aprendizado em todas as idades, sobretudo nos mais velhos, é focar em determinadas áreas. Alguns estudam inglês para viagens, outros para realizar testes no exterior ou para melhorar relações no trabalho. Sabendo bem qual seu objetivo, fica mais fácil ter uma motivação e seguir adiante, rendendo bem mais.

E mesmo as dificuldades devem ser vistas sob outro prisma. Os mais velhos, apesar das prioridades e preocupações, devem estar dispostos a se comprometer a aprender. E para isso, abrirem mão de velhos padrões que prejudicam no aprendizado, dentre eles acreditar que não tem capacidade de se adaptar ou que não consegue aprender a mexer em computadores ou smartphones, os novos aliados da educação. Caso não queiram evoluir neste ponto, e tornar a tecnologia um aliado,  estará perdendo métodos menos tradicionais de estudo complementares que incluem videoaulas, leitura online de jornais estrangeiros e chats com nativos através de aplicativos.

A metodologia é um fator essencial, assim como vencer um dos maiores desafios: a timidez. Mas essa não é a mesma apresentada na infância. Muitos adultos desenvolvem bloqueios emocionais e ficam com medo de se expressar em inglês por medo de julgamentos e críticas. Uma boa maneira de vencer isso é buscando cursos voltados para adultos e que possam garantir melhor rendimento. Alguns cursos também focam mais nas dificuldades relativas a essa idade, como a pronúncia e dificuldade com vocabulário e formação linguística.

Diante disso tudo, percebemos que sim, é possível aprender inglês nas mais diversas idades. Cada pessoa tem suas próprias dificuldades ou facilidades, independentemente da idade ou condição. Sabendo como melhorar esses pontos e estando disposto, fica mais fácil desenvolver um plano de estudo e ter bons resultados.

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