Veja a frequência ideal para fazer cada exame ginecológico

Programe-se e cuide da sua saúde!

As visitas ao ginecologista devem estar na agenda de cuidados com a saúde feminina. Os exames de rotina possibilitam que os médicos acompanhem suas pacientes e possam mapear algumas doenças que não apresentam sintomas em seus estágios iniciais, indicando o tratamento correto.

É recomendado que toda mulher procure um ginecologista logo após a sua primeira menstruação. Depois disso, as consultas a acompanharão por toda a vida, anualmente. Após análise do histórico da saúde da paciente, como cirurgias anteriores, algum desconforto, entre outras perguntas, o médico solicita exames.

Em mulheres que ainda não iniciaram a vida sexual, são realizados apenas os mais superficiais, como teste clínico de mama e abdômen, em que é realizada a observação e o apalpamento dos órgãos genitais externos para procurar alguma lesão, corrimento, nódulos ou outras alterações.

Para as mulheres que não são mais virgens, são solicitados outros exames — alguns realizados no próprio consultório e outros em laboratórios. Conheça mais sobre cada um deles.

Exames de sangue

O exame de sangue, ou hemograma completo, é um dos mais básicos, considerado de rotina. Por meio dele, é possível monitorar a saúde de maneira geral, mapeando infecções, anemia, níveis hormonais, colesterol e até doenças como leucemia. Sua realização costuma ser anual, sendo necessário repeti-lo após o tratamento correto de alguma anomalia apresentada.

Papanicolau

O exame preventivo coleta células do colo do útero por meio de raspagem. Ele é solicitado para identificação de doenças como candidíase, infecções sexualmente transmissíveis e vírus HPV que, quando não tratado corretamente, pode evoluir para câncer no colo do útero.

O papanicolau é recomendado para mulheres com vida sexual ativa. Ao contrário do que muitas pensam, ele não precisa ser realizado anualmente. Após dois ou três anos consecutivos de resultados normais, o exame pode ser feito novamente a cada três anos.

Ultrassom pélvico e transvaginal

Requisitado para examinar ovários, útero e tubas uterinas, o ultrassom é realizado com a inserção de uma espécie de sonda no canal vaginal.

Este não é um exame considerado preventivo e, normalmente, é solicitado após relato de desconforto, sangramento ou observação de alguma alteração, percebida no teste realizado na consulta ginecológica.

Por essa razão, não há periodicidade específica para sua realização, ficando a critério do médico.

Ultrassom das mamas

É indicada para que mulheres grávidas ou abaixo de 40 anos possam examinar o tecido mamário e as axilas. Auxilia no mapeamento de nódulos, cistos e outras lesões.

O exame de imagem também pode ser solicitado para homens e até crianças que apresentem nódulos palpáveis na área. Sua realização é indicada a cada dois anos, podendo ser pedido anualmente, de acordo com o histórico familiar e os resultados de testes anteriores.

Mamografia

Exame mais eficaz na detecção precoce do câncer de mama, a mamografia é capaz de indicar alterações mamárias não captadas por testes de ultrassom ou ressonância magnética. De acordo com o Ministério da Saúde, ela deve ser realizada a cada dois anos em pacientes com 50 até 69 anos.

No entanto, analisando a incidência de câncer de mama nas mulheres brasileiras, muitos médicos solicitam o exame anualmente, a partir dos 40 anos. Não há malefício em sua realização anual, portanto, mulheres com histórico familiar da doença devem fazê-lo anualmente a partir dos 30 anos.

Colposcopia

Muitas vezes, realizada junto do papanicolau, a colposcopia permite uma visão ampliada da região examinada, com uma espécie de microscópio, para análise da vagina e do colo uterino. É considerado um exame complementar e, normalmente, solicitado no caso de alguma alteração, podendo ser seguido de biópsia, por exemplo.

A periodicidade indicada vai variar de acordo com os resultados. Em pacientes com alguma anomalia, ele é pedido anualmente, no caso de exames normais, por dois anos consecutivos, pode ser realizado a cada dois ou três anos.

Vulvoscopia

Normalmente, a vulvoscopia é realizada junto à colposcopia, ampliando a parte externa do sistema reprodutor. Considerado um exame complementar, na grande maioria das vezes, ele é solicitado após alguma alteração percebida no teste clínico de observação ou papanicolau.

Por meio dele é possível realizar diagnósticos precoces de doenças como HPV. Sua periodicidade também depende do histórico de problemas apresentados, podendo ser solicitado anualmente, para acompanhamento de quadro clínico, ou com maior intervalo, a cada dois ou três anos, em pacientes que não apresentem nenhuma anomalia.

Cuide de sua saúde, procure o ginecologista anualmente e realize os exames solicitados!

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