Março – Mês Internacional da Mulher
Mulheres maduras são apostas inteligentes para o mercado de trabalho porque trazem experiência, sensibilidade e sabedoria a mais, afirma mentora.
Apesar de haver preconceito com relação ao mercado de trabalho para mulheres mais maduras (a pesquisadora Layla Vallias, pioneira nos estudos da economia prateada no Brasil, comenta que as mulheres começam a sofrer com o preconceito etário já a partir dos 45 anos, antes dos homens), o mercado parece estar apostando mais nesse perfil de colaboradoras.
De acordo com a empresária, mentora e especialista em empreendedorismo, Carolina Rorato, a mulher madura traz algo especial que, muitas vezes, não conseguimos encontrar na juventude. “A experiência de vida, o repertório que traz com ela, a maturidade. A mulher nessa faixa etária já passou por muitas fases. Então, provavelmente já construiu família, já enfrentou desafios, frustrações, recomeços, crescimento profissional, amadurecimento em todas essas áreas da vida. E isso constrói algo que hoje em dia é muito valorizado dentro de uma empresa, que é a maturidade emocional. Elas conseguem lidar melhor com a pressão, com os afazeres, com os deveres e entender que isso realmente é o que a empresa espera”.
Segundo a mentora, as empresas estão percebendo que não adianta só ter gente rápida, jovem e cheia de energia, e que não sabem lidar com a pressão, “as mulheres mais maduras têm esse lado mais sensível também, e saber lidar com os problemas reais que a vida impõe. Tendem a ter mais comprometimento, responsabilidade, estabilidade. E eu isso é fundamental no trabalho”, complementa ela.
A mentora também cita a questão do ego. “Eu acredito que elas estejam em uma fase de vida que não necessitam alimentar a vaidade. Então é menos ego, mais consciência do que realmente importa, de entregar resultado, de abraçar a causa. E assim são profissionais que geralmente sabem falar melhor, se comunicar melhor, lidam melhor com conflitos, mesmo que pequenos, têm uma visão um pouco mais humana por carregarem tanta experiência e bagagem”, salienta Carolina.
De acordo com ela, a população, no geral, está envelhecendo, e as pessoas estão ficando mais longevas. Excluir profissionais experientes, que antes eram excluídos, agora simplesmente não faz mais sentido.
“Uma empresa forte precisa se desenvolver e tem muito a crescer quando existe a diversidade de gerações trabalhando juntas e com alinhamento prévio. A juventude traz essa energia de inovação e rapidez que o mercado exige. Mas, a maturidade traz algo que nenhuma pós-graduação ou MBA ensina, que é a sabedoria da vida”, conclui a mentora.
*Carolina Rorato*
É fundadora e mentora da MIM – Mulheres que Inspiram Mulheres, comunidade de mulheres empreendedoras e profissionais dedicada ao fortalecimento da liderança feminina.
Membro da Family Business Network (FBN) – rede global de famílias empresárias focada em governança e longevidade de empresas familiares.
Formada em Executive Coaching, programa de Liderança Executiva e Business Coaching – estratégia e performance empresarial.
Membro do MBN, Master Business Networking / StartSe para empresários e do MEDGEST CLUB, comunidade de desenvolvimento estratégico para empresários e líderes da área da saúde, focada em gestão, posicionamento e crescimento de negócios.
Empresária, fundadora e CEO da Campara Wellness Center (centro de saúde e bem-estar focado em longevidade, Pilates e experiências premium de wellness; Reuse Fashion – especializado na curadoria de marcas Premium e de luxo e VOLL Pilates Group (sócia e conselheira estratégica), empresa referência na formação de profissionais de Pilates expansão de estúdios no Brasil, com mais de 260 franquias, contribuindo para estratégia, posicionamento e desenvolvimento do setor.


