Conheça a história do jeans

Criado para ser matéria-prima dos uniformes de mineradores do Oeste dos Estados Unidos, na época de máxima extração de ouro, o jeans foi conquistando cada vez mais público e chegou às grandes passarelas do mundo

O jeans é um dos tecidos de vestuário mais popular até hoje. Versátil, ele pode compor visuais casuais ou despojados, sendo combinado com chinelos, sapatos e tênis, servindo para ocasiões em bares, faculdades, baladas e escritórios.

Em sua impressionante praticidade, as calças jeans foram usadas tanto por jovens que contestam os hábitos da sociedade em que vivem, quanto por pessoas mais experientes, sendo combinadas com camisa, blazer e gravatas.

Existem vários tipos de jeans: aquele feito 100% de algodão é penteado e submetido a um processo de desembaraçamento. A partir disso, ele é transformado em uma teia e um fio resistente, que é utilizado para tecê-lo.

Hoje, é impossível ver um desfile de grandes estilistas e marcas consolidadas sem algum modelo com um visual ousado, composto por peças feitas de jeans. Se você adora esse tecido, veja mais sobre a história dele e como ele se disseminou pelo mundo.

Origem

Criado na cidade francesa de Nimes, no século XVI, o jeans se tornou célebre nos Estados Unidos somente no século seguinte. Foi nesse país que ele começou a ser fabricado por um comerciante que se tornaria conhecido por tentar melhorar o tecido de algodão conhecido como “denim”, que era, até então, destinado à produção de lonas.

Em 1837, o industrial alemão Levi Strauss e o alfaiate estadunidense Jacob Davis patentearem o jeans, que surgia como roupa de trabalho dos mineradores do Oeste dos Estados Unidos. Os meados da década de 1850 foram marcados pelo ápice da exploração do ouro na Califórnia, o que exigia o uso de uniformes resistentes pelos mineradores.

Comercialização

Motivado pelas necessidades dos trabalhadores das minas, Strauss passou a usar o jeans, vindo de Maryland, como matéria-prima de calças, contendo três bolsos fixados com tiras. O sucesso foi enorme e imediato. Assim, as peças também passaram a ser adotadas por profissionais ferroviários e rurais.

Posteriormente, o jeans começaria a ser usado em outros contextos, o que exigiu novas técnicas para tratá-lo antes de sua comercialização. Foi aí que entrou Davis, que realizou um processo de lavagem de pedras para amaciar o tecido.

É interessante mencionar que, inicialmente, o jeans comercializado apresentava cor esverdeada, passando a adquirir o tom azul índigo só após incidência de luz, somada ao passar do tempo.

Século XX

Quando começa a ganhar destaque no mercado, no início do século XX, o jeans passa a não ser mais direcionado para os trabalhadores, alcançando um público mais amplo e ganhando notoriedade no movimento hippie, que marcou os anos 60. Os adeptos usavam o tecido para protestar contra um estilo de vida e um vestuário mais conservador.

Foi nessa mesma década que o jeans passou a ser exibido por celebridades de Hollywood, como Audrey Hepburn, Marlon Brando, James Dean e Marilyn Monroe. Nos anos 70, o movimento Black Power trouxe o amor pelas estéticas negras e teve como um dos símbolos de vestimenta as calças bocas de sino, o que também intensificou a popularidade do jeans nessa época.

Mercado têxtil

Foi na década de 80 que o jeans passou a ser adotado por grandes estilistas e invadiu de vez os desfiles mais famosos do mundo, desde Paris até Milão. Esse movimento foi iniciado pelo designer Calvin Klein. Nessa época, e na década seguinte, o jeans começou a frequentar os tapetes vermelhos de premiações musicais, sendo totalmente incorporado ao mercado têxtil.

Outro lugar que esse tecido passou a frequentar foram os palcos, por meio das bandas do movimento grunge, no qual era incorporada à contestação dos músicos de garagem. Nos anos 2000, o jeans aparece em novos formatos, como calças corsários, shorts bem curtos, calças de cintura baixa e aquelas bem justas, chamadas skinny jeans, que delineiam bem as pernas de quem as vestem.

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