Pesquisa aponta que tendência do e-commerce deve continuar em 2021

Empresas precisam continuar investindo na qualidade de suas plataformas

Diversos setores foram afetados por conta da pandemia causada pelo novo coronavírus, que teve seu pico no primeiro semestre de 2020. Quase um ano depois, no início de 2021, ainda é possível sentir os impactos deste momento histórico, que exigiu mudanças na rotina de várias empresas e comércios, que precisaram se reinventar para garantir as vendas do período.

As recomendações principais de saúde incluíram evitar aglomerações e praticar o afastamento social, criando um cenário que dificultou a ida de clientes às lojas. O cenário colaborou para impulsionar uma tendência que já apresentava crescimento nos últimos anos: o comércio eletrônico, com o público fazendo as compras sem precisar sair de casa. Assim, muitos estabelecimentos precisaram criar estratégias para se adaptar, facilitando a jornada do cliente e garantindo a melhor experiência possível durante a compra e no pós-venda.

A popularização dessa nova maneira de fazer comércio agradou ao público, e a expectativa é de que as práticas relacionadas ao comércio eletrônico continuem durante 2021. Segundo pesquisa realizada pela Criteo, empresa global de tecnologia, 56% dos consumidores afirmaram que compraram em canais de e-commerce pela primeira vez durante o pico da pandemia. Além disso, 94% pretendem continuar comprando nas lojas online que descobriram no período.

Uma previsão feita pela Ebit|Nielsen, empresa de mensuração e análise de dados, afirmou que as vendas online devem crescer 26% em 2021, atingindo um faturamento de R$ 110 bilhões, o que reforça a ideia de que o comércio online seguirá relevante. De acordo com a consultoria, o desempenho do e-commerce será impulsionado por conta do crescimento do número de consumidores, consolidação de e-commerces locais, fortalecimento dos marketplaces e maturidade logística do setor para agilizar a entrega em busca de eficiência operacional.

Outras tendências do pós-pandemia

Além do crescimento do e-commerce, outros hábitos adquiridos durante a pandemia também devem permanecer na rotina dos brasileiros durante 2021. Entre eles está o pagamento “sem toque”, outra ferramenta de digitalização do comércio que permite que o cliente faça o pagamento de maneira mais prática, como encostando o cartão no leitor da maquininha ou usando o celular para ler um QR code, com o dinheiro saindo automaticamente da carteira online.

Com todas essas inovações no setor do comércio, é essencial que os lojistas estejam preparados para garantir a qualidade dos serviços oferecidos à distância, atendendo às expectativas de seus consumidores. Fatores como praticidade e segurança no momento da compra, por exemplo, devem ser prioridade, o que demanda organização e investimento na área por parte das marcas. O uso das redes sociais é outra questão que deve ser levada em conta, especialmente em um momento de crescimento da digitalização das atividades.

Foto: iStock

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