O futuro feito hoje no turismo paulista

O que queremos para o turismo do Estado de São Paulo quando passar a pandemia? Essa pergunta guiou o nosso trabalho nos últimos três meses. Esse pensamento, essa inquietação para os dias de Covid-19, serão fundamentais principalmente quando tiver início a saída da crise, a retomada mais efetiva.

Turismo de São Paulo

Em breve retrospectiva, em 2019 o turismo de São Paulo cresceu 5,3%, o dobro do crescimento nacional. Tivemos iniciativas concretas, como a ampliação de voos para diversos aeroportos do Interior. O aeroporto de São José dos Campos fechou o ano com o maior aumento proporcional na oferta de voos em todo o Estado, nada menos que 151%.

O primeiro bimestre do ano mostrou bons resultados, com perspectiva de crescimento, motivado principalmente pelos fortes investimentos em promoção feitos no último trimestre de 2019. Veio então a crise. Mesmo que não haja culpados, somos todos responsáveis pela sua superação.

Na Secretaria de Turismo do Estado temos mantido os investimentos focados nas obras em andamento. Até o final de maio, as liberações dos recursos atenderam cerca de 110 cidades de todas as regiões. São nossas estâncias e municípios de interesse turístico.  Foram R$ 60,1 milhões para que nossos destinos turísticos estejam preparados para bem receber os visitantes.

Vale do Paraíba

Na região do Vale do Paraíba, os recursos foram liberados para obras e benfeitorias em Guararema, Paraibuna, São Luiz do Paraitinga, Cunha, Guaratinguetá, Queluz, Areias, São José do Barreiro e Bananal. Na Serra da Mantiqueira, Atibaia, Bragança Paulista, São Bento do Sapucaí, Santo Antonio do Pinhal e Campos do Jordão.

 Esses investimentos são importantes também no presente, já que mantêm empregos em outros setores, principalmente na construção civil. Ou seja, mantêm a economia girando no hoje, com o consumo minimamente aquecido, e prepara os nossos municípios para o amanhã.

Programa de Crédito Turístico

Em outra frente que injeta vigor econômico, nosso Programa de Crédito Turístico, lançado no ano passado, já aprovou as demandas de 27 municípios, entre eles Peruíbe, totalizando R$ 21,6 milhões. São obras a serem financiadas por bancos públicos, relevando também o empenho dos prefeitos.

Durante esses quase 90 dias quarentena, fizemos questão de estar próximos tanto dos lideres municipais, quanto das entidades representativas dos segmentos que compõem o turismo, como agentes de viagens, hoteleiros e empresas aéreas. Atuamos em mutirão, incentivando ações sociais, como a confecção de máscaras. Organizamos pelo menos dez encontros virtuais e criamos um canal de comunição exclusivo para as boas práticas do setor, o www.mutiradodoturismo.com.br.

Mantivemos esse mesmo empenho com relação aos projetos estruturantes, de longo prazo. Apresentamos o masterplan de nossa primeira rota cênica, no Vale do Ribeira, extremo sul do nosso Estado – e já estamos preparando mais três: Litoral Norte, Circuito das Águas e Mantiqueira. Demos andamento ao estudo escopo legal para os Distritos Turísticos. Também fizemos em maio uma reunião produtiva com a Assembleia Legislativa apresentando detalhes do nosso centro Politurismo, que será fundamental para repensar e recriar nosso setor. E continuamos com os atendimentos do Programa de Crédito Turístico, que no final de maio recebeu o primeiro aporte, de R$ 60 milhões, do Fundo Geral do Turismo (Fungetur), do Ministério do Turismo, que solicitamos no início do mês – com o compromisso de novas liberações.  

Aeroporto de São José dos Campos

AEROPORTO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS
AEROPORTO SÃO JOSÉ DOS CAMPOS-Foto: Rodolfo Moreira

Todas essas iniciativas são importantes para exercitarmos a nossa resiliência diante da crise presente e, principalmente, para preparar um futuro promissor para o turismo de São Paulo.

Por Vinicius Lummertz é secretário de Turismo do Estado de São Paulo

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