Fone de ouvido pode ser vilão da surdez, alerta médico

Um alerta feito pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que mais de um 1 bilhão de jovens em todo o planeta podem desenvolver problemas auditivos devido ao mau uso de fones de ouvido. A procura pelo acessório cresceu no mundo inteiro, principalmente entre os mais jovens que utilizam fones para ouvir músicas, podcasts e jogos online.

Grupo São José Saúde

O médico otorrinolaringologista do Grupo São José Saúde, empresa do Sistema Hapvida, Jefferson Takehara, explica que fone pode ser considerado um vilão para a audição uma vez que dependendo da potência do aparelho sonoro e do tempo de seu uso, podemos ter exposições semelhantes a linhas de produção industriais onde se indica o uso de EPIs (equipamentos de proteção individual) para exposição sonora.

Com a necessidade de contatos por videoconferência, aumentou-se o uso de fones que poderão refletir na saúde auditiva das pessoas, em ambientes industriais a partir de 85 decibéis já é obrigado o uso de protetores e os fones podem chegar até 110 decibéis dependendo da potência. “Os externos costumam ser mais potentes, mas os internos ficam mais próximos da membrana timpânica. Uma regra prática é: se for difícil entender a voz das pessoas falando à sua frente, enquanto está usando fones, o volume já está excessivo”, explica o profissional.

Ele ainda destacou que não apenas o volume, mas o tempo de uso influi. Pela OMS, exposições de 8hs/dia acima de 80 decibéis já pode prejudicar a saúde auditiva, ou seja, quanto mais alto for a intensidade de exposição sonora menos tempo é tolerável segundo o artigo publicado pela organização. (OMS – Safe Listening – Devices and Systems 2019).

“Além da exposição sonora excessiva, doenças como o Diabetes mellitus, Colesterol LDL alto, alterações de tireoide (hipo e hipertireoidismo) mal controladas tem forte influência na perda auditiva. Tabagismo acelera o processo de envelhecimento da audição, além do aumento do risco de processos inflamatórios que podem afetar os ouvidos”, salienta o médico.

Imagem de PourquoiPas por Pixabay 

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