Escolas e pais são aliados na transição escolar de crianças concluindo a educação infantil

A mudança para o ensino fundamental pode frustrar as crianças, e a atuação de pais e educadores é importante para o desenvolvimento infantil

A transição escolar deve receber atenção redobrada de pais, professores e da escola para o acompanhamento da criança. A passagem da educação infantil para o início do ensino fundamental é caracterizada por uma série de mudanças que, se não forem feitas da maneira correta, podem atrapalhar o desenvolvimento das crianças ou deixá-las desanimadas com a ida à escola. Conheça quais são as medidas que podem ser utilizadas para ajudar nesse período importante de seu amadurecimento.

As crianças acessam a escola pela primeira vez na educação infantil. É nesse estágio em que são feitas brincadeiras e algumas atividades para estimular a interação com outras crianças, o aprendizado e o desenvolvimento de maneira natural. Entre os principais objetivos desse período, está o progresso gradual das crianças e algumas habilidades, não sendo feitas quaisquer avaliações ou cobrança de conteúdos.

Esse cenário muda quando há a passagem para o ensino fundamental. A nova fase é caracterizada por atividades mais elaboradas, estruturadas e complexas, com aulas mais longas e com conteúdos expositivos, além de haver a cobrança de assuntos em algumas avaliações. Como é uma novidade para as crianças e elas não estão acostumadas a essa nova rotina, a mudança pode desanimá-las ou até mesmo atrapalhar seu desenvolvimento se não for feita de maneira correta.

Por isso, foi criada a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que procura regularizar os currículos pedagógicos das escolas e propor métodos para a transição entre os estágios. A principal proposta deste documento é a integração e continuidade do aprendizado, ao oferecer um programa comum a todas as escolas. É importante também ter acesso ao histórico do aluno, através do qual é possível conhecer quais foram os conteúdos que o aluno já teve acesso e quais foram suas dificuldades, informações relevantes que podem auxiliar na elaboração das estratégias para ajudar a criança na nova etapa.

Para minimizar o estranhamento das crianças, é preciso que os educadores e as escolas façam essa transição da forma mais acolhedora possível. O início dessa mudança deve ser feito de forma gradual, sem mudanças bruscas, até que o aluno esteja preparado e acostumado com a nova rotina. Quando a criança estiver familiarizada, é possível introduzir novas atividades específicas para a idade e acompanhar o progresso aos poucos. Caso as mudanças sejam feitas de modo repentino, elas podem se tornar traumatizantes; portanto, é necessário fazê-las com calma e respeitando o tempo do aluno.

O perfil dos materiais didáticos utilizados também será diferente. A apostila do ensino fundamental, por exemplo, é diferente do material utilizado na educação infantil. Por isso, as crianças precisarão se adaptar não somente a uma nova rotina, atividades, professores ou salas de aula, mas também às novas ferramentas de apoio, que são mais exigentes.

Os pais também têm um papel fundamental durante esse processo. Eles podem visitar as escolas com as crianças para que elas conheçam as novas salas de aula, para não serem surpreendidas. Além disso, é imprescindível ter um elo de comunicação com a escola e frequentar as reuniões para conversar com os professores sobre quais serão os métodos utilizados durante essa transição, além de expressar suas maiores preocupações com o aprendizado da criança. Ainda mais importante, é preciso sempre conversar com a criança sobre como tem sido sua vida escolar, para que ela se sinta confiante para contar sobre eventuais problemas, e que isso possa ser comunicado aos responsáveis da escola.

 Foto:istock

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