Suas panelas estão velhas? Saiba quando é o momento de trocar

Substituir os utensílios é fundamental para manter a qualidade das refeições e evitar problemas à saúde.

Parte dos objetos mais utilizados da cozinha, as panelas estão no cotidiano da maioria dos brasileiros. Devido ao uso diário, é normal que uma cozinha contenha diferentes tipos de panelas, tanto em tamanho e formato quanto em composição.

Um dos principais tópicos quanto à composição dos utensílios é a vida útil que o material oferece. Todos os tipos de panela devem ser substituídos após um longo período de uso, e cada tipo apresenta diferentes sinais, como aparecimento de manchas, arranhões e rachaduras.

Antiaderentes

Ao pensar na troca de panelas, é comum que as primeiras lembradas sejam as antiaderentes. Populares por sua característica escorregadia, que evita que alimentos grudem na superfície, as peças antiaderentes podem começar a desprender o revestimento de teflon conforme o uso. Com pequenos pedaços de teflon soltos no utensílio, é possível ocorrer a ingestão do polímero.

Embora não pareça grave, a ingestão do revestimento pode causar problemas à saúde, especialmente quando o revestimento contém o ácido perfluorooctanóico (PFOA). O ácido é alvo de estudos e suspeitas quanto ao desenvolvimento de câncer e doenças da tireoide, por exemplo. Portanto, assim que o revestimento antiaderente começa a soltar, é necessário substituir a panela por uma nova.

Alumínio

Elas se popularizaram durante o século XX, após o desenvolvimento da metalurgia trazer o alumínio como matéria-prima. A fabricação de panelas passou a substituir o ferro fundido por alumínio e até hoje as peças com essa composição são as mais comuns nos lares brasileiros.

Embora um estudo realizado pelo Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL) indique que a quantidade de alumínio liberado pelos utensílios durante o cozimento esteja abaixo do limite internacionalmente aceito, o acúmulo da substância no organismo pode ser prejudicial a longo prazo. Por isso, vale a pena substituir a panela de alumínio desgastada de tempos em tempos.

A informação mais relevante para saber quando trocá-las é que quanto mais polido ou riscado o objeto, maior liberação do alumínio durante a preparação da refeição.  Se sua peça já tem mais tempo de uso e, com isso, apresenta arranhões ou precisa ser areada com frequência, deve ser trocada.

Aço inox

Composto de uma combinação de cromo e níquel, o aço inox é a base de diversos utensílios de cozinha. As panelas feitas desse material apresentam grande resistência e durabilidade, compensando o valor mais alto em relação às de alumínio e antiaderentes.

Se bem-cuidadas, as peças de aço inox podem durar anos. No entanto, com o passar do tempo e conforme a quantidade de usos, também precisam ser substituídas.

Assim como ocorre com as panelas de alumínio, os arranhões e o polimento frequente podem liberar substâncias prejudiciais (neste caso, o níquel). Por isso, o momento ideal para trocar uma peça de inox é quando ela já apresenta esse tipo de desgaste.

Ferro

As panelas de ferro também são muito utilizadas na cozinha convencional, pois são altamente resistentes e podem cozinhar em temperaturas altas. Desde que conservado corretamente, um utensílio de ferro pode apresentar vida útil consideravelmente longa.

O principal alarme para saber quando trocar uma panela de ferro é o aparecimento de ferrugem. Caso o objeto apresente sinais de oxidação, mesmo que pequenos, é hora de substituí-lo. Para evitar o acúmulo de ferrugem, é fundamental secar bem os objetos após a utilização e guardá-los em um local seco e arejado, longe da umidade.

Cerâmica

Atualmente, é possível classificar as panelas de cerâmica de duas formas: as que são inteiramente compostas de cerâmica e as que são feitas de outro material, mas foram revestidas de cerâmica. Essa diferença deve ser considerada durante a decisão de substituir ou não o utensílio.

No caso das que são compostas de outros materiais, como alumínio, vale a mesma indicação feita para as panelas antiaderentes: trocar assim que o revestimento começar a se soltar da peça.

Já as peças inteiramente compostas de cerâmica possuem longa duração, sendo um dos tipos com maior vida útil. Isso acontece porque a cerâmica não contém metais em sua composição, o que evita que ela libere substâncias tóxicas e prejudiciais à saúde durante o cozimento.

Esse fato não significa, no entanto, que elas não devam ser substituídas. As panelas de cerâmica apresentam menor resistência a quedas e choques físicos quando comparadas às peças com outras composições. Por isso, se a panela estiver trincada ou apresentar rachaduras que possam parti-la, a substituição deve ser feita o quanto antes.

Uma observação importante é verificar a composição do item, pois panelas de cerâmica caseiras podem apresentar cádmio e chumbo, dois metais pesados prejudiciais à saúde.

Outro fato que pode ser considerado para a troca de utensílios de cerâmica, embora não seja relacionado à segurança do produto, é a presença de manchas que podem deixar o produto com aspecto de sujeira ou deterioração.

Instagram