Brasil tem mais de 2 milhões de pessoas com transtorno do espectro autista; Canabidiol é discutido para tratamento

O transtorno do espectro autista (TEA) é uma patologia neurológica que atinge mais de 2 milhões de brasileiros. As principais marcas de uma pessoa com este transtorno são a dificuldade em se comunicar, dificuldade na socialização e um padrão de comportamento restrito e repetitivo.

O autismo aparece já nos primeiros meses de vida, época em que os neurônios que coordenam a comunicação e a sociabilidade estão se desenvolvendo. O TEA surge quando esses neurônios não fazem as conexões normalmente.

O espectro no nome do transtorno serve para englobar os diferentes tipos de autismo existentes. No autismo clássico, as pessoas são muito voltadas a si mesmas, têm dificuldades para compreender informações e restrições para entender linguagem figurada, entendendo apenas o sentido literal de tudo. Já o autismo de alto desempenho, também conhecido como síndrome de asperger, possui características semelhantes, porém os portadores dessa síndrome possuem capacidade cognitiva muito acima do padrão, tendo uma inteligência fora do comum – estes, em casos leves, conseguem levar uma vida normal.

O transtorno do espectro autista nas escolas é um grande desafio para os educadores. Como cada caso de TEA possui particularidades muito específicas, é quase impossível estabelecer diretrizes gerais, sendo necessário analisar individualmente e adotar as medidas necessárias para que o aluno receba a melhor educação possível. De 2018 para 2019, o número de alunos com TEA em escolas comuns cresceu 37%, tornando ainda mais vital essa discussão.

No final do ano passado, a prefeitura de São José dos Campos lançou um programa chamado RIA – Rede de Inclusão ao Autista, com um serviço integrado entre várias secretarias, como educação e cidadania, esportes e qualidade de vida e saúde. A iniciativa visa realizar uma série de ações inclusivas: tratamento psicológico e psiquiátrico, inclusão nos esportes, ensino profissionalizante, entre outras.

Tratamento com canabidiol

O TEA não tem cura. Porém, alguns dos seus sintomas e das suas consequências podem ser aliviados para que o portador tenha uma melhor qualidade de vida. É aí que entra toda a discussão envolvendo o canabidiol, composto encontrado na cannabis e que foi regularizado no Brasil.

O canabidiol age em nosso organismo no sistema endocanabinoide, responsável pelo equilíbrio de várias áreas neurológicas. Por esse motivo, ele é usado para tratar alguns distúrbios, como epilepsia, ansiedade, hiperatividade, irritabilidade e insônia. Todos esses distúrbios podem aparecer em maior ou menor grau em uma pessoa que está no espectro autista, de acordo com o nível do transtorno e com o contexto social na qual está inserida.

São essas alterações causadas pelo autismo que mais causam sofrimento nos pacientes. Alguns apresentam agressividade, por exemplo, e o uso do canabidiol pode normalizar esse quadro e melhorar muito a vida do paciente e de todos ao seu redor. Um estudo publicado na Frontiers of Neurology, importante periódico da área, analisou 18 brasileiros com TEA e como eles reagiram ao uso da substância. O resultado foi muito positivo: 15 deles apresentaram melhoras significativas.

O uso do canabidiol no tratamento depende do acompanhamento médico. Para obter melhores resultados, é essencial achar a medida certa da substância de acordo com cada paciente. Para saber mais sobre o óleo de canabidiol, utilizado no tratamento, entre neste site.

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