Museu da Casa Brasileira: instituição dedicada à casa e ao design

O Museu da Casa Brasileira (MCB) é dedicado à exposição, estudo e preservação do mobiliário, abrigando um acervo valioso de artes e móveis.

O Museu da Casa Brasileira (MCB) pertence à Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo (SESC-SP) e trata de questões referentes às moradias brasileiras pela tendência do design e da arquitetura.

Construída na década de 40, em um terreno de cerca de 15 mil metros quadrados, a instituição é uma reprodução do Palácio Imperial de Petrópolis, no Rio de Janeiro. Do lado de dentro, exibe uma coleção permanente de exemplares dos séculos XVII ao XXI composta por mobiliários como mesas e cadeiras.

O MCB é um núcleo de arquitetura, design, discussão e pesquisa muito importante. Sua biblioteca foi organizada formando uma videoteca e um acervo de documentos contemporâneos, nacionais e estrangeiros. Além disso, sua agenda cultural inclui palestras, mostras temporárias, oficinas, cursos ligados à área e debates.

História do Museu da Casa Brasileira

Fundado na década de 70 como Museu Mobiliário Artístico e Histórico Brasileiro, o atual Museu da Casa Brasileira era parte da rede de museus do Governo do Estado de São Paulo, vinculado à Secretaria da Cultura.

Em 1972, após 2 anos de sua criação, ganhou uma sede definitiva: o antigo Solar Prado — de arquitetura neoclássica construída entre 1942 a 1945, cuja ideia original era ser a moradia do ex-prefeito da cidade de São Paulo, Fábio da Silva Pardo, que esteve no poder de 1934 a 1938, e sua mulher, Renata Crespi Prado. O projeto foi idealizado pelo professor, restaurador, decorador e arquiteto Wladimir Alves de Souza, com base nas linhas do Palácio Imperial de Petrópolis.

O casal ocupou a residência por quase duas décadas, tornando-a um verdadeiro centro de recepções. Após o falecimento do ex-prefeito, que não deixou herdeiros, sua esposa se mudou, e, em 1968, doou o imóvel para a Fundação Padre Anchieta, que o cedeu, em comodato, à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo.

Com o passar dos anos, o MCB se tornou referência internacional na área de promoção de programas, como o Prêmio Design MCB, criado em 1986 para estimular a produção brasileira no setor, e o projeto Casas do Brasil, que procurava conservar a memória sobre os diferenciais de “morar” do brasileiro.

Programação do MCB

A programação do museu abrange exposições temporárias e uma agenda baseada em palestras, debates e publicações que apresentam o contexto da vocação da instituição para o design e a arquitetura.

Dessa forma, contribui para a construção de um pensamento crítico em diversos temas, como habitação, sustentabilidade, urbanismo, mobilidade urbana e economia criativa. Já o espaço do museu é dedicado a duas mostras fixas:

  • Acervo CMB e Remanescentes da Mata Atlântica: composto por fotos e textos referentes às diversas espécies de madeiras nativas da Mata Atlântica;
  • A Casa e a Cidade — Coleção Crespi Prado: aborda o uso residencial do imóvel que hoje em dia comporta o museu, por meio da história e do dia a dia de seus antigos moradores: Fábio Prado e Renata Crespi.

Na versão digital, um levantamento detalhado de informações sobre os costumes da vida privada desde o século XVI no país é disponibilizado ao público pelo Museu da Casa Brasileira. O acervo “Equipamentos da Casa Brasileira, Usos e Costumes – Arquivo Ernani Silva Bruno” apresenta vinte e oito mil arquivos com narrativas de viajantes, testamentos e inventários de família que mostram hábitos culturais da casa brasileira.

A obra, denominada como Arquivo Ernani e coordenada pelo historiógrafo Ernani Silva Bruno, primeiro diretor do MCB, faz parte do acervo arquivístico do museu e está divida em 24 temas, que incluem: costumes domésticos, construção, mobiliário, alimentação, entre outros.

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