Gestão pública brasileira é considerada a pior entre 100 países do mundo no combate à Covid-19

Em conjunto com o Brasil, piores classificados são México, Irã, Colômbia e Estados Unidos

Em meio ao caos pandêmico instalado pelo novo coronavírus, o Brasil se destacou pelas inúmeras dificuldades governamentais – sobretudo, as relacionadas à gestão de crise sanitária e econômica – e recebeu uma classificação pejorativa: o país foi encarado como a pior gestão ao combate do coronavírus em todo o mundo.

O estudo australiano responsável pela classificação a nível mundial para o combate à pandemia, realizado pelo Lowy Institute, em Sydney, destacou 98 países para análise e usou seis indicativos como parâmetro para compor o ranking: número de casos confirmados, casos e mortes por milhão de habitantes, número de testes aplicados, capacidade de detecção da doença, número de óbitos e número de casos suspeitos. 

O país com a maior classificação, primeiro colocado no ranking, é a Nova Zelândia, que foi avaliada desta forma por apresentar uma gestão bastante preparada e efetiva para a contenção do vírus. Ao todo, o país teve menos de três mil casos confirmados e apenas 25 mortes em uma população de cinco milhões de pessoas, e foi conhecido por erradicar o vírus no local. O governo neozelandês anunciou recentemente que voltaria a realizar o lockdown após a confirmação de três novos casos para conter as novas cepas do vírus.

Pensando na saúde e bem-estar de toda a população, a gestão pública, em todos os países, deve incentivar e reforçar os cuidados com o vírus, bem como contribuir para que imunizantes desenvolvidos pelas principais faculdades de biomedicina e institutos sejam testados e produzidos para atender a todos. 

Brasil em último lugar

Dentro do estudo, o Brasil ocupa o último lugar quanto à gestão pública em momentos de crise sanitária por possuir alta quantidade de casos, pouca testagem para a população e, em especial, por apresentar poucas maneiras efetivas de imunizar a população – ainda que a vacina produzida em território brasileiro já esteja em meios de aplicação. 

Entre os países com pior classificação – ranqueados antes do Brasil – estão Estados Unidos, México, Colômbia e Irã, que obtiveram resultados ruins quanto à testagem e contenção da doença em decorrência da gestão pública. Neste caso, leva-se em consideração as maneiras efetivas com as quais os governos federais adotaram medidas de prevenção, como o isolamento social e a quarentena.

De acordo com os dados mais recentes do boletim do consórcio de veículos de imprensa, o Brasil caminha para o número de nove milhões e 900 mil casos confirmados da doença e quase 240 mil óbitos em decorrência do vírus, com números piores do que os registrados no começo da pandemia. No dia 14 de fevereiro, por exemplo, o país registrou a maior média móvel de óbitos desde março de 2020, com 1.105 mortes. 

Foto:Divulgação

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