Casos de câncer podem crescer 67% até 2050 e acendem alerta no Vale do Paraíba

Saúde & Ciência

OMS projeta quase 35 milhões de novos diagnósticos por ano. Prevenção e identificação precoce serão fundamentais para reduzir o impacto da doença

O número de novos casos de câncer no mundo poderá passar dos atuais 20,6 milhões por ano para aproximadamente 34,4 milhões em 2050, um crescimento de 67%. A projeção consta em um novo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), elaborado em parceria com a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC).

Câncer

Atualmente, a doença provoca cerca de 9,8 milhões de mortes anuais. O crescimento projetado está relacionado principalmente ao aumento e ao envelhecimento da população, além da exposição a fatores de risco como tabagismo, consumo de álcool, excesso de peso, sedentarismo e alimentação inadequada.

Para o oncologista clínico do Instituto de Oncologia do Vale (IOV), Dr. Henrique Zanoni Fernandes, os dados servem de alerta para o Vale do Paraíba, região que reúne mais de 2,5 milhões de habitantes, considerando também o Litoral Norte, e acompanha o envelhecimento populacional observado em todo o país.

“Os avanços da medicina têm permitido tratamentos cada vez mais personalizados e eficazes, mas o momento em que o câncer é identificado continua fazendo uma diferença fundamental. Em muitos tumores, o diagnóstico nos estágios iniciais aumenta as possibilidades de cura e permite tratamentos menos agressivos”, explica Dr. Henrique.

No Brasil, a estimativa mais recente do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontou aproximadamente 704 mil novos casos anuais no triênio 2023–2025. Desconsiderando os tumores de pele não melanoma, os tipos mais frequentes são os cânceres de mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago.

De acordo com o médico, embora nem todos os tumores possam ser evitados, uma parcela significativa dos casos está relacionada a fatores de risco modificáveis. Não fumar, evitar o consumo excessivo de álcool, manter uma alimentação equilibrada, praticar atividade física, proteger-se da exposição solar e manter as vacinas contra HPV e hepatite B atualizadas estão entre as principais medidas preventivas.

Também é importante realizar os exames recomendados para cada idade e procurar atendimento diante de alterações persistentes. Emagrecimento sem causa aparente, sangramentos, nódulos, mudanças no hábito intestinal, tosse ou rouquidão prolongada e feridas que não cicatrizam são sinais que precisam ser investigados.

“Esses sintomas não significam necessariamente a presença de um câncer, mas não devem ser ignorados quando persistem. Informação, prevenção e atenção ao próprio corpo são fundamentais para que o diagnóstico aconteça o mais cedo possível”, orienta o oncologista.

Instituto de Oncologia do Vale

Sobre o Instituto de Oncologia do Vale – Referência em tratamento e cuidado oncológico no Vale do Paraíba desde 1995, possui unidades em São José dos Campos e Taubaté. É pioneiro na América Latina por possuir certificações de excelência como a QOPI e Qmentum. Atualmente, está integrado à Oncologia D’Or.

Dr Henrique Zanoni Fernandes Foto:Divulgação

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