Setor privado participa de discussões em Salvador sobre economia de zero carbono

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas levou o setor empresarial brasileiro à Semana do Clima de Salvador (BA) na semana passada. Os eventos promovidos pela entidade, por meio de seu Grupo Temático de Energia e Clima, discutiram a economia de zero carbono e a necessidade de engajamento com as metas baseadas na ciência para conter as mudanças climáticas.

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

Reduzir emissões de gases do efeito estufa é uma responsabilidade assumida por todos os países signatários do Acordo de Paris. Foto: PEXELS

A Rede Brasil do Pacto Global das Nações Unidas levou o setor empresarial brasileiro à Semana do Clima de Salvador (BA) na semana passada. Os eventos promovidos pela entidade, por meio de seu Grupo Temático de Energia e Clima, discutiram a economia de zero carbono e a necessidade de engajamento com as metas baseadas na ciência para conter as mudanças climáticas.

Na segunda-feira (19), a Rede Brasil e a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) realizaram um debate sobre a adaptação da indústria química à mudança do clima e as oportunidades econômicas para uma economia de baixo carbono.

Também participaram representantes de Ministério da Economia, Conselho Internacional de Associações da Indústria Química (ICCA, na sigla em inglês), GIZ German Institute, Carbon Pricing Leadership Coalition (CPLC) do Banco Mundial e Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Em seguida, Rede Brasil do Pacto Global, WWF, CDP Latam, e a fabricante de papéis Klabin promoveram um workshop explicativo sobre as metas para o clima baseadas na ciência.

No dia seguinte, foi a vez de discutir como negócios e governo podem contribuir para uma economia de carbono zero, em evento da Rede Brasil em parceria com a construtora MRV. Participaram desse debate representantes de Braskem, Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Schneider Electric, WayCarbon, GIZ, Scania, ERM, Amaggi, ISA CTEEP, South Pole, Coalizão Brasil Clima, IPAM Amazônia, CDP. Por fim, a Iniciativa Empresarial em Clima realizou um jantar para promover contatos entre seus membros e discutir suas frentes de atuação.

Campanha para engajar setor empresarial

Em julho, o Pacto Global e suas redes locais lançaram uma campanha para engajar o setor empresarial nos esforços para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais, e chegar ao objetivo de zero emissão de gases de efeito estufa antes de 2050.

A meta atende ao mais recente relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), que alertou para consequências catastróficas caso o aumento global de temperatura exceda 1,5°C.

Ao menos 28 empresas globais com um capital total de 1,2 trilhão de dólares se engajaram com esta campanha através de um compromisso público. Elas empregam mais de 1 milhão de funcionários e mobilizam 15 setores econômicos em mais de 15 países.

O objetivo da Rede Brasil do Pacto Global é engajar 100% de seus integrantes com as metas baseadas na ciência. Além desta campanha, a Rede também promove o Action4Climate Brazil, um programa composto por projetos e ações nas frentes de mitigação, adaptação e meios de implementação – que se referem a finanças climáticas e engajamento em políticas públicas.

Conheça outras ações do GT Energia e Clima da Rede Brasil do Pacto Global.

ONU