Verão está chegando: saiba os cuidados extras com cães e gatos

Os pets sofrem tanto quanto os humanos nos períodos de calor intenso. Cuidados básicos com a hidratação e com a ventilação do ambiente são fundamentais.

Na década de 1980, Marina Lima emplacou um grande hit no Brasil cantando “Vem chegando o verão”. E a estação mais quente do ano, de fato, já está se avizinhando. Mesmo sendo ainda primavera, em muitas regiões do Brasil, os termômetros já estão chegando na casa dos 30 graus. E se nós humanos sofremos com as temperaturas elevadas, o mesmo acontece com os pets.

Cães e gatos, expostos às altas temperaturas, podem desenvolver a hipertermia (superaquecimento do organismo). Também podem ficar mais indispostos e estressados, não se alimentar adequadamente e desencadear um processo de subnutrição.

Muitos tutores também se preocupam com o controle de pulgas e carrapatos, já que esses parasitas podem se proliferar durante esse período, aumentando a possibilidade de ocorrência de doenças, inclusive as irritações de pele, chamadas  de dermatites.

O que observar nos pets nos dias de calor

Quando se diz que os tutores são como pais de crianças não é nenhum exagero. Os animais domésticos realmente exigem cuidados intensos e, em períodos como o verão, é necessário muito zelo com eles.

Como cães e gatos não conseguem expressar com palavras o que estão sentindo, qualquer indício de mudança de comportamento — como o estresse ou a falta de energia — e sinais como o ressecamento do focinho são alertas vermelhos para o tutor.

Mudanças de comportamento

O ânimo do bichinho é um forte indicativo do seu humor e bem-estar. Por isso, se o animal costuma ser brincalhão e agitado e, nos dias de calor, fica entristecido ou indisposto é necessário avaliar o ambiente e descobrir o que está fazendo mal.

Colocar ventilação na área onde o pet fica e oferecer mais hidratação são dois dos cuidados básicos nessa situação. É possível espalhar potinhos de água pela casa e, se estiver muito calor, o tutor pode colocar algumas pedrinhas de gelo na água para que o líquido refresque.

Se o animal está há mais de 2 dias sem se alimentar com regularidade e se ele não está se hidratando adequadamente é altamente recomendado encaminhá-lo para um médico-veterinário para uma avaliação mais precisa do quadro de saúde. Nesses casos, o pet pode necessitar de uma intervenção mais incisiva, como tomar soro por via intravenosa.

Ressecamento do focinho

Como se sabe, os cães e gatos não suam como nós humanos. Isso não significa, no entanto, que eles não transpirem e que não acusem a perda de água. As glândulas sudoríparas, responsáveis pelo processo de transpiração, isto é, de produção do suor, ficam nos focinhos e na “almofada” das patas dos cães e gatos.

Quando há um ressecamento dessas regiões, a probabilidade de o animal estar desidratado é alta. Por isso, o tutor deve oferecer água, frutas — se o animal tiver o costume — ou mesmo água de coco para aliviar a perda de líquido do organismo do bichinho.

Problemas para respirar

Cães e gatos conseguem resfriar o organismo através da respiração. É com esse processo que eles conseguem equilibrar a temperatura interna do organismo. Por isso, a respiração ofegante pode ser um indicativo de que eles estão com dificuldade para equilibrar a temperatura corporal.

E esse é um dos problemas mais graves que os pets podem enfrentar, já que esse processo desencadeia a hipertermia (quando a temperatura interna passa dos 40 graus) que, em casos mais graves, pode desencadear até mesmo uma parada cardíaca.

Nessas situações, é imprescindível que os tutores ofereçam áreas úmidas e com temperatura amena. Hidratação com água e frutas, também é fundamental. Se o animal continuar ofegante, é indispensável levá-lo a um médico-veterinário para o tratamento assistido. 

Coceira excessiva

Outro comportamento que o tutor precisa observar atentamente é se o pet está se coçando muito. Esse ato pode ser indicativo de que algo não vai bem com o animal e, precisamente, que ele pode estar sofrendo com a proliferação das pulgas e carrapatos.

É válido lembrar que esses parasitas se manifestam com muita frequência durante os períodos de calor e alguns animais podem ter alergia a picadas, o que desencadeia um processo de inflamação da pele (dermatite).

Nesse caso, é altamente recomendado que o tutor também procure um médico- veterinário que deve passar o melhor remédio para o tratamento. Também é indicado que seja feita uma dedetização nas áreas onde o pet transita, pois esses lugares podem ter pequenos ovos dos parasitas.