Prefeitura institui o Programa Municipal de Combate ao Desperdício e à Perda de Alimentos

Combater o desperdício de alimentos é um grande desafio para o país. O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, assinou nesta quinta-feira, 18 de julho, durante evento na feira livre Cosmorama, na Vila Maria, zona norte da Capital, o decreto que institui o Programa Municipal de Combate ao Desperdício e à Perda de Alimentos. O programa, promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, coleta alimentos em feiras livres, mercados municipais, que estão em boas condições de consumo, mas que seriam descartados por não possuir valor comercial e doa para mais de 300 entidades assistenciais cadastradas junto ao Programa Banco de Alimentos da Prefeitura.

“A meta é que, até o fim do ano, a gente leve esse programa a, pelo menos, cem feiras da cidade. Isso vai permitir uma ajuda muito maior à população em situação de vulnerabilidade da cidade”, afirmou Bruno Covas sobre o programa, que funciona como projeto piloto desde outubro de 2018.  “Nós já implantamos em sete feiras e dois mercados este programa, que já permitiu que a gente doasse mais de 110 toneladas de alimentos às entidades cadastradas”, completou o prefeito. 

Com o decreto, o programa, que é desenvolvido atualmente em dois mercados municipais e sete feiras livres, ganha força e poderá ser expandido para toda a cidade. “Pretendemos ampliar gradativamente nossa atuação nas feiras e outros equipamentos, dando o exemplo para que as pessoas façam o mesmo dentro de casa ampliando o uso de alimentos, eliminando o desperdício e diminuindo a produção de lixo orgânico na cidade”, explica a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.

Atualmente, 39 beneficiários do Programa Operação Trabalho (POT) são responsáveis pela coleta, transporte e triagem dos alimentos doados por feirantes e permissionários. Além da bolsa-auxílio no valor de R$ 1.047,90 por 6 horas de trabalho de segunda a sexta-feira, os participantes recebem qualificação profissional para a manipulação de alimentos e normas da vigilância sanitária, ação que os capacita para atuar no setor alimentício, especialmente em restaurantes, mercados e feiras. Durante o evento foi anunciado que o número de vagas do POT poderá chegar a 200 para atender a expansão do programa em outras feiras na Capital. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho fará agora uma análise das feiras que poderão fazer parte até o final do ano.

“Com a expansão do programa para todas as regiões, a ideia é ampliar o alcance fazendo com que as entidades assistenciais busquem os alimentos diretamente nas feiras, o que irá melhorar a logística de transporte do alimento”, explica a coordenadora de Segurança Alimentar e Nutricional da pasta, Celia Alas.

Para incentivar os permissionários e feirantes a aderirem à campanha, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho criou o selo do Combate ao Desperdício, que é distribuído àqueles que participam da ação. Assim, eles podem mostrar aos seus clientes que são comerciantes socialmente responsáveis. O Programa atende o Plano Municipal de Segurança Alimentar (Plamsan).

Gestão de resíduos

Além dos alimentos doados, a Prefeitura promove a coleta e descarte adequado de resíduos sólidos. A medida é vigente desde outubro de 2018, quando a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, juntamente com a Amlurb – Autoridade Municipal em Limpeza Urbana firmaram a parceria do programa Mercado Sustentável, a qual recolhe resíduos do Mercado Kinjo Yamato e direciona para o pátio de compostagem da Sé, administrado pela Amlurb, onde restos de alimentos são transformados em adubo de qualidade. Em média mais de uma tonelada de resíduos é recolhida todos os dias no mercado Kinjo Yamato.

No evento também foi anunciada a ampliação da parceria entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho e a Amlurb – Autoridade Municipal em Limpeza Urbana, que combinará o Programa de Combate ao Desperdício ao programa Feiras e Jardins Sustentáveis, ação da Amlurb presente em 170 feiras livres coletando resíduos orgânicos e destinando para pátios de compostagem, reduzindo o envio de lixo orgânico para aterros sanitários.

“Atualmente a cidade de São Paulo conta com cinco pátios de compostagem e a previsão é que até 2020 sejam inaugurados mais 17 unidades. Desde o início do programa foram desviadas mais de 9 mil toneladas de resíduos orgânicos dos aterros sanitários” comenta Edson Tomaz, Presidente da Amlurb.

Banco de Alimentos 
O programa arrecada alimentos das indústrias alimentícias, redes varejistas e atacadistas que estão em boas condições de consumo. Esses alimentos são doados às entidades assistenciais, previamente cadastradas no programa, contribuindo no combate à fome e ao desperdício de alimentos, promovendo a segurança alimentar junto à população em situação de vulnerabilidade.

Com uma equipe de profissionais capacitados, o Banco de Alimentos recepciona, seleciona, separa e analisa a qualidade dos produtos e os entrega às entidades, que se encarregam de distribuir os alimentos à população, seja por meio de refeições prontas ou repasse direto às famílias de baixa renda. Em contrapartida, as entidades atendidas participam de atividades de capacitação e educação alimentar e nutricional. Qualquer pessoa, física ou jurídica, empresa ou órgão público pode se tornar um doador. Para mais informações, ligue para (11) 2967-2214.

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