ONU pede ação do G20 para evitar agravamento de crises humanitárias devido à pandemia

A pandemia de COVID-19 e a recessão resultante devem desencadear o primeiro aumento da pobreza global em três décadas, levando 265 milhões de pessoas à fome até o final do ano, alertou a principal autoridade humanitária da ONU na quinta-feira (16).

Mark Lowcock exortou as principais economias do mundo, o grupo do G20, a intensificar seu apoio, lançando um apelo atualizado de 10,3 bilhões de dólares para combater a disseminação do novo coronavírus em 63 países de baixa renda.Menina caminha pela lama carregando seu irmão mais novo no campo de deslocados internos Khair Al-Sham em Idlib, na Síria. Foto: UNOCHA

Menina caminha pela lama carregando seu irmão mais novo no campo de deslocados internos Khair Al-Sham em Idlib, na Síria. Foto: UNOCHA

COVID-19

A pandemia de COVID-19 e a recessão resultante devem desencadear o primeiro aumento da pobreza global em três décadas, levando 265 milhões de pessoas à fome até o final do ano, alertou a principal autoridade humanitária da ONU na quinta-feira (16).

G20

Mark Lowcock exortou as principais economias do mundo, o grupo do G20, a intensificar seu apoio, lançando um apelo atualizado de 10,3 bilhões de dólares para combater a disseminação do novo coronavírus em 63 países de baixa renda.

“A pandemia e a recessão global associada estão prestes a causar estragos em países frágeis e de baixa renda”, disse ele.

“A resposta das nações ricas até agora tem sido grosseiramente inadequada e perigosamente míope. Não agir agora deixará o vírus livre para circular pelo mundo, desfazer décadas de desenvolvimento e criar problemas trágicos e exportáveis ​​por uma geração.”

“Não precisa ser assim – este é um problema que pode ser resolvido com dinheiro de nações ricas e novas ideias dos acionistas de instituições financeiras internacionais e apoiadores de agências da ONU, do movimento da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho e ONGs.”

Perspectiva de crises em cascata

Até quinta-feira (16), havia mais de 13 milhões de casos de COVID-19 em todo o mundo e quase 580 mil mortes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Lowcock teme que, a menos que os países do G20 ajam agora, eles enfrentarão uma série de tragédias humanas mais brutais e destrutivas do que os impactos diretos da pandemia.

“Os países ricos ignoraram as regras quando se trata de proteger suas próprias economias. Eles devem aplicar as mesmas medidas excepcionais aos países que precisam de ajuda”, declarou.

“A perspectiva de crises em cascata mais brutais e destrutivas do que qualquer coisa que o vírus possa fazer deve nos tirar da zona de conforto.”

As agências da ONU estimam que, devido a interrupções nos sistemas de saúde causadas pela pandemia, cerca de 6 mil crianças podem morrer todos os dias por causas evitáveis, enquanto as mortes anuais por HIV, tuberculose e malária podem dobrar.

Os humanitários disseram que o primeiro caso confirmado da doença foi registrado em Idlib, na Síria, na semana passada, provocando temores de um surto devastador em campos lotados que abrigam milhões de pessoas deslocadas pelo conflito de quase uma década do país.

Priorizando os mais vulneráveis

O Plano Global de Resposta Humanitária COVID-19 aborda os impactos humanitários da pandemia em 63 países de baixa e média renda e apoia seus esforços para combatê-la.

O plano prioriza os cidadãos mais vulneráveis ​​do mundo, incluindo idosos, pessoas com deficiência, pessoas deslocadas e mulheres e meninas.

Foi lançado inicialmente no final de março, logo após a OMS declarar a pandemia.

Embora tenham sido arrecadados 1,7 bilhão de dólares desde então, a atualização inclui 300 milhões de dólares suplementares, para reforçar a resposta rápida das ONGs, 500 milhões de dólares para prevenção da fome e um foco mais nítido na prevenção da violência de gênero.

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