Marta chama atenção para desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte

Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”

A jogadora de futebol brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

A jogadora de futebol brasileira Marta. Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Maior goleadora na história das Copas do Mundo femininas e masculinas e única jogadora, entre homens e mulheres, a marcar gols em cinco Copas do Mundo; única jogadora ou jogador seis vezes eleita pela FIFA como melhor do mundo; única jogadora, entre tantos jogadores, a ter os pés eternizados na calçada da fama no Maracanã; maior goleadora pela Seleção Brasileira, entre homens e mulheres, e detentora de duas medalhas de prata olímpicas.

Brasileira, nordestina do interior do estado de Alagoas, criada em uma família pobre pela mãe e sem a presença do pai – realidade de 11,6 milhões de lares brasileiros –, ela enfrentou e enfrenta diversos preconceitos pelo simples fato de ser uma mulher. Após superar inúmeras barreiras e com outras tantas pela frente, se tornou mundialmente conhecida não apenas por seu talento no futebol, como também por lutar pela igualdade de gênero no esporte e na sociedade.

“Marta é um exemplo de superação de uma série de obstáculos, que parcela expressiva das mulheres brasileiras se depara no caminho dos seus sonhos. A maneira como esses obstáculos foram removidos por Marta é não somente fonte de inspiração para meninas e mulheres no esporte, mas fonte de inspiração e ação para que todas as pessoas podem colaborar para que meninas e mulheres sigam suas trajetórias com menos obstáculos para o alcance dos seus sonhos”, afirma a representante interina da ONU Mulheres Brasil, Ana Carolina Querino.

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Foto: ONU Mulheres/Ryan Brown

Ao empatar com o alemão Miroslav Klose no número de gols marcados em Copas do Mundo, Marta lançou a campanha #GoEqual, que chama a atenção para a imensa desigualdade salarial entre homens e mulheres no esporte e em diversas áreas. O texto da campanha diz: “Bola igual. Campo igual. Regras iguais. Se as mulheres jogam futebol da mesma forma que os homens, por que elas não recebem o devido reconhecimento? O devido apoio? A devida remuneração? Equidade é algo pela qual devemos todas e todos lutar. Afinal, somos iguais”.

No jogo seguinte, ao ultrapassar Klose e se tornar, sozinha, a maior goleadora em Copas do Mundo, entre homens e mulheres, Marta dedicou o feito a todas as mulheres. “A gente está quebrando muitas barreiras. Esse recorde representa bastante, porque não é só a jogadora Marta que quebrou um recorde, mas as mulheres. Em um esporte que, para muitos, ainda é um esporte masculino, nós temos uma mulher como a maior artilheira das Copas. Então é para todas elas.”

Marta tem como compromisso lutar para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial. “E eu sei, da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento”, diz. Ela explica por que: “por meio do esporte, as mulheres e meninas podem desafiar as normas sociais e estereótipos de gênero, aumentar sua autoestima, desenvolver habilidades de liderança, melhorar sua saúde. O esporte me deu oportunidade de ajudar minha família, conhecer outras pessoas, visitar outros países, experimentar outras culturas e respeitar as diferenças”.

Marta diz que sua história pessoal é a maior inspiração que pode oferecer para que meninas e mulheres lutem por seus sonhos e objetivos, não apenas no esporte, mas em qualquer outra profissão e na vida, de modo geral. A elas, seu recado é sempre de motivação: “acredite em você mesma e confie no seu potencial, porque, se você não acreditar, ninguém mais vai. Você pode fazer tudo o que você quiser, se você acreditar e continuar treinando e lutando”.

Para a torcida, ela pede apoio: “Nossas e nossos fãs são muito importantes, porque, quando temos o público do nosso lado, temos muito mais chances de sermos bem-sucedidas. Quando estamos no jogo, vemos as arquibancadas lotadas e nos damos conta de que aquelas pessoas vieram nos ver, isso nos dá motivação”.

Marta também chama a atenção dos veículos de mídia para a grande diferença que podem fazer para a valorização das meninas e mulheres no esporte. E às empresas e instituições esportivas, Marta demanda ações concretas: “é preciso criar oportunidades para que a nova geração de meninas não tenha que passar pelos mesmos desafios que eu passei. Eu não quero ser uma exceção”.

Quer se inspirar ainda mais com a nossa embaixadora? Assista, abaixo, a todos os vídeos que a ONU Mulheres já produziu com ela:

Empoderamento de meninas pelo esporte

Uma Vitória Leva à Outra é um programa conjunto da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs Women Win e Empodera. Ele visa garantir que meninas e mulheres possam participar, trabalhar com, governar e desfrutar do esporte em igualdade de condições.

O programa foi reconhecido como um legado dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e, em sua segunda fase, de 2018 a 2021, treina organizações esportivas a trabalhar com o empoderamento de meninas através do esporte e, assim, garantir resultados de longo prazo na quebra do ciclo da violência.

Por meio da prática esportiva, as meninas adquirem uma série de habilidades transferíveis para outras áreas da vida, como o ambiente de trabalho e as relações humanas. Por exemplo: aprendem a ter disciplina, trabalhar em equipe, respeitar as regras e jogar de forma justa, manter o foco e a persistência para alcançar metas bem estabelecidas etc. Em outras palavras, seus ganhos “em campo” possibilitam ganhos “fora de campo”.

Em 2030, marco para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – incluindo o ODS 5, que visa à igualdade de gênero –, as meninas adolescentes de hoje serão jovens mulheres, que devem estar preparadas para ocupar e liderar os espaços que lhes são de direito.

Uma Vitória Leva à Outra

Saiba mais: umavitorialevaaoutra.com.br

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