Líderes globais firmam compromisso de criar mundo do trabalho melhor após pandemia

Líderes globais que participaram da Cúpula Mundial da Organização Internacional do Trabalho (OIT) discutiram online na semana passada estratégias para enfrentar desafios do mundo do trabalho após a pandemia da COVID-19.

A cúpula debateu estratégias para enfrentar as enormes vulnerabilidades do mundo do trabalho expostas pela pandemia e, em particular, as necessidades daquelas pessoas que trabalham sem proteção social e na economia informal.

Organização Internacional do Trabalho (OIT)

Foram discutidas formas de promover emprego pleno e produtivo e empresas sustentáveis; garantir que a redução da pobreza, a promoção da igualdade e o combate às mudanças climáticas sejam elementos essenciais na recuperação; e como a comunidade internacional pode se comprometer a cumprir a Agenda 2030.

A Cúpula Mundial da Organização Internacional do Trabalho (OIT) contou com a participação de líderes globais, que discutiram estratégias para enfrentar no mundo do trabalho após a pandemia da COVID-19. Foto: OIT

Chefes de Estado e de governo, bem como líderes empresariais e sindicais de todo o mundo, participaram da Cúpula Mundial sobre a COVID-19 e o Mundo do Trabalho, que ocorreu online de 7 a 9 de julho.

A cúpula foi a maior reunião virtual de trabalhadores, empregadores e governos realizada até o momento, com a participação de líderes das Nações Unidas, da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Fundo Monetário Internacional (FMI), da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

A cúpula debateu estratégias para enfrentar as enormes vulnerabilidades do mundo do trabalho expostas pela pandemia e, em particular, as necessidades daquelas pessoas que trabalham sem proteção social e na economia informal.

Foram discutidas formas de promover emprego pleno e produtivo e empresas sustentáveis; garantir que a redução da pobreza, a promoção da igualdade e o combate às mudanças climáticas sejam elementos essenciais na recuperação; e como a comunidade internacional pode se comprometer a cumprir a Agenda 2030.

Diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder

O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Guy Ryder, saudou o compromisso e a determinação dos líderes mundiais em construir um mundo de trabalho melhor como elemento central de recuperação da crise da COVID-19.

Em seu discurso de encerramento, disse: “considero digno de menção o alto grau de comprometimento e de determinação que foram alcançados em conjunto para superar a crise e para facilitar progressos que fomentem uma situação mais favorável. Nesta base, tudo se torna possível.”

“Dispomos de mecanismos muito eficazes para retomar a normalidade no mundo do trabalho”, destacou Ryder.

“Alguns deles nos são muito familiares, como o diálogo social e as Normas Internacionais do Trabalho. Também temos um ativo relativamente novo em nossas mãos. Nossa Declaração do Centenário para o Futuro do Trabalho. Acho que estamos vendo o quão valioso isso é como um roteiro para encontrarmos o caminho a seguir”, afirmou.

Secretário-geral da ONU, António Guterres

O secretário-geral da ONU, António Guterres, disse: “esta cúpula mundial é uma oportunidade para os representantes de governos, trabalhadores e empregadores moldarem as respostas vencedoras”. Segundo ele, a recuperação da crise não é uma escolha entre saúde ou emprego e a economia. “Todas essas frentes estão interligadas. Ou nós venceremos em todas as frentes ou falharemos em todas as frentes.”

“Já temos uma base sólida para ação e soluções, a Declaração do Centenário da OIT, bem como a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e a Meta 8 dos ODS, sobre trabalho decente e crescimento econômico. Juntos, podemos emergir dessa crise mais forte, com empregos decentes e um futuro mais promissor, mais igual e mais verde para todos ”, acrescentou o secretário-geral da ONU.

Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, os sistemas, empregos, meios de subsistência e economia estão entrelaçados.

“A OMS apela às organizações de governos, empregadores e trabalhadores no setor de saúde para que desenvolvam programas nacionais fortes e sustentáveis para a segurança e saúde ocupacional dos profissionais de saúde. Juntos, temos o dever de proteger aqueles que nos protegem.”

A primeira parte da cúpula, realizada de 1 a 2 de julho, consistiu em uma série de eventos regionais virtuais que cobriram África, Américas, Estados Árabes, Ásia-Pacífico, Europa e Ásia Central.

Representantes de governos, de organizações de empregadores, de trabalhadores e regionais discutiram o enorme impacto da pandemia sobre as economias, os mercados de trabalho e as sociedades, bem como as diferentes respostas nacionais.

As conclusões desses eventos regionais entraram nas discussões realizadas na semana da Cúpula Mundial.

O último dia da reunião, o Dia dos Constituintes da OIT, proporcionou aos ministros e às ministras, aos e às líderes de trabalhadores e de empregadores dos 187 países-membros um fórum para compartilhar opiniões sobre como a Declaração do Centenário da OIT pode orientar ações para apoiar a recuperação diante da pandemia e criar um mundo melhor de trabalho.

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