Guia completo sobre a saúde bucal de cães

Se você se interessa pelo universo dos cachorros, já deve ter ouvido falar que algumas raças são mais difíceis de desenvolver problemas de saúde, enquanto outras acabam adoecendo com mais facilidade.

E as complicações nos pets são das mais diversas, desde coisas mais complexas, como a catarata e os problemas cardíacos, como situações mais simples, como o mau hálito e o tártaro, por exemplo.

No entanto, embora pareçam triviais, os problemas odontológicos requerem atenção, já que impactam diretamente, por exemplo, na mastigação dos pets. Por isso, os tutores devem dar especial atenção à higiene bucal em cães.

Quer saber como cuidar dos dentes do seu cãozinho? Reunimos algumas dicas e informações importantes para você.

Raças que mais sofrem com problemas bucais

Segundo alguns veterinários, algumas raças são mais propensas a desenvolver problemas odontológicos.

Maltês

O maltês é uma raça que costuma ter alguns problemas odontológicos. Um deles é o prognatismo mandibular, isto é, a mandíbula dos cachorros desta raça são um pouco mais projetadas para frente. Felizmente, essa é mais uma questão de estética e, portanto, não afeta a saúde do bichinho.

Além disso, os cães dessa raça costumam demorar a perder o dente de leite. Ou seja, a formação da arcada dentária definitiva é um pouco mais demorada o que pode fazer com que eles fiquem mais estressados e se alimentem com certa dificuldade.

Pinscher

Outra raça que muito frequentemente desenvolve alguns problemas odontológicos é a pinscher. Como eles são pequeninos, a arcada dentária tende a ser menor, fazendo com que os dentes fiquem mais amontoados, popularmente chamados de dentes encavalados.

Por isso, eles podem sentir mais dor e acabar tendo problemas na mastigação. Se você perceber que o seu cãozinho mastiga mais de um lado, é recomendado levá-lo a um veterinário para que seja feita uma avaliação.

Problemas mais comuns

A anatomia dos dentes caninos não favorece o desenvolvimento de cáries, por exemplo. Em compensação, eles podem ser mais suscetíveis a outras doenças, como tártaro, gengivite, doença periodontal e lesões endodônticas.

Tártaro

O tártaro é uma doença muito comum nos pets e é causado pelo acúmulo de restos de comida nos dentes. Com isso, algumas bactérias conseguem se desenvolver ali, criando uma espécie de placa que fica sobre os dentes.

O problema é que essas bactérias podem acabar consumindo a gengiva dos cães, isto é, o quadro pode evoluir para uma gengivite, por exemplo. Outro risco é que essas bactérias migrem para órgãos como o coração e o pulmão. 

É importante ressaltar que há algumas raças que têm propensão para o desenvolvimento do tártaro, por causa do pH bucal.

Gengivite

Na gengivite, as bactérias acabam atacando a gengiva que tendem sangrar e a ficar mais inchadas. Às vezes, o cão também apresenta a formação de pus entre os dentes, além de ficar também com mau hálito.

Essa condição requer muita atenção, já que o seu quadro pode evoluir para a doença periodontal, muito mais grave e lesiva.

Doença periodontal

Cerca de 80% dos cães adultos desenvolvem a doença periodontal em algum grau. Isso acontece, geralmente, por causa de um tártaro ou de uma gengivite maltratados. 

As bactérias que estavam em regiões específicas da boca (gengiva, por exemplo) conseguem propagar-se por outras estruturas, como os ligamentos dos dentes e dos ossos da mandíbula. Ou seja, em casos extremos, toda a arcada fica comprometida, dificultando a alimentação canina.

O perigo é que quando a doença está mais avançada, as bactérias podem migrar para outros órgãos como o coração, o fígado, os rins e as articulações e aí o cão pode ficar muito mais debilitado. 

Os sinais mais clássicos da periodontal são mau hálito, salivação excessiva, gengivite e tártaro agudos.

Lesões endodônticas

As lesões endodônticas também são causadas por bactérias que entram na parte interna do dente, aumentando a chance de lesões no osso. Os dentes podem se quebrar ou cair com muito mais facilidade.

A notícia ruim é que essas bactérias podem se espalhar por todo o organismo, gerando infecções generalizadas.

Como prevenir as doenças bucais em cães

Não há muito mistério. Para prevenir as doenças bucais em cães, é essencial que os tutores façam a escovação diária. Quando isso se torna um hábito, o próprio animal se acostuma e, aí, é até possível reduzir a quantidade de vezes da escovação.

No entanto, os veterinários recomendam que esse processo seja feito, pelo menos, 3 vezes por semana. Isso já vai garantir a saúde bucal deles.

É importante comprar uma escova apropriada para o tamanho da boca do bichinho, além de usar uma pasta de dente adequada, própria para eles. 

Fique atento a essas dicas e cuide bem do seu pet!