Estudo da ONU aponta aumento da população de migrantes internacionais

O número de migrantes internacionais alcançou 272 milhões de pessoas em 2019, um aumento de 51 milhões desde 2010: atualmente, somam 3,5% da população global, comparado com 2,8% em 2000, de acordo com novas estimativas divulgadas pela Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (17).

O Inventário de Migração Internacional 2019, conjunto de dados divulgados pela Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais (DESA) da ONU, fornece as últimas estimativas sobre o número de migrantes internacionais por idade, sexo e origem, para todos os países em todas as áreas do mundo.

Família de migrantes em Miratovac, Sérvia. Foto: ONU

Família de migrantes em Miratovac, Sérvia. Foto: ONU

O número de migrantes internacionais alcançou 272 milhões de pessoas em 2019, um aumento de 51 milhões desde 2010. Atualmente, elas e eles somam 3,5% da população global, comparado com 2,8% em 2000, de acordo com novas estimativas divulgadas pela Organização das Nações Unidas nesta terça-feira (17).

O Inventário de Migração Internacional 2019, conjunto de dados divulgados pela Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais (DESA) da ONU, fornece as últimas estimativas sobre o número de migrantes internacionais por idade, sexo e origem, para todos os países em todas as áreas do mundo. As estimativas são baseadas em estatísticas oficiais nacionais dos países de origem ou de populações estrangeiras, obtidas em censos populacionais, registros de população ou pesquisas representativas nacionais.

Para Liu Zhenmin, sub-secretário geral do DESA , os dados são cruciais para entender a importância do papel dos migrantes e da migração no desenvolvimento dos países de origem e de destino. “Facilitar a migração ordenada, segura, regular e responsável e a mobilidade das pessoas contribuirá para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, afirmou Zhenmin.

Regionalmente, em 2019 a Europa recebeu a maior quantidade de migrantes internacionais (82 milhões), seguida da América do Norte (59 milhões) e norte da África e Ásia Ocidental (49 milhões). Em termos de locais, cerca de metade dos migrantes internacionais mora em apenas dez países, sendo que os Estados Unidos recebem a maior quantidade de pessoas (51 milhões), o equivalente a 19% do total mundial. Alemanha e Arábia Saudita estão em segundo e terceiro lugares (13 milhões cada um), seguidos pela Rússia (12 milhões), Reino Unido (10 milhões), Emirados Árabes Unidos (9 milhões), França, Canadá e Austrália (cerca de 8 milhões cada um) e Itália (6 milhões).

Com relação ao local de nascimento, um terço dos migrantes internacionais é originária de apenas 10 países, sendo que a Índia lidera o país de origem, com 18 milhões de pessoas morando no exterior. Migrantes do México constituem a segunda maior diáspora (12 milhões), seguidos por nacionalidades chinesas (11 milhões), russas (10 milhões) e sírias (8 milhões).

A participação de migrantes internacionais no total da população varia consideravelmente de acordo com as regiões geográficas, com as maiores proporções registradas na Oceania (incluindo Austrália e Nova Zelândia, com 21,2%) e América do Norte (16%) e as menores proporções na América Latina e Caribe (1,8%), Centro e Sul da Ásia 1,0%) e Leste e Sul Asiáticos (0,8%).

A maior parte dos migrantes internacionais se movimenta entre países localizados na mesma região – as pessoas da África subsaariana (89%), Leste e Sudeste Asiático (83%), América Latina e Caribe (73%) e Centro e Sul Asiáticos (63%) saíram da mesma região onde agora residem. Em contraste, a maior parte dos migrantes internacionais que viviam na América do Norte (98%), Oceania (88%) e Norte da África e Oeste Asiático (59%) nasceram fora da região de residência.

Deslocamentos forçados através de fronteiras internacionais continuam a crescer. Entre 2010 e 2017, o número global de pessoas refugiadas e em busca de asilo cresceu cerca de 13 milhões, correspondendo a quase um quarto do aumento do número de todos os migrantes internacionais. Norte da África e Oeste da Ásia receberam cerca de 46% do total de pessoas em situação de refúgio ou em busca de asilo, seguido por África Subsaariana (21%).

Na questão de composição de gênero, as mulheres somam pouco menos da metade de todos os migrantes internacionais em 2019. A participação de mulheres e meninas no número global de migrantes internacionais caiu ligeiramente – de 49% em 2000 para 48% em 2019. A participação das mulheres é maior na América do Norte (52%), e Europa (51%) e menor na África Subsaariana (47%), Norte da África e Oeste da Ásia (36%).

Em termos de idade, um em cada sete migrantes internacionais tem menos de 20 anos. Em 2019, os dados mostraram que 38 milhões de migrantes internacionais – 14% do total – tinha menos de 20 anos. A África subsaariana tem a maior proporção de jovens migrantes internacionais (27%), seguida por América Latina e Caribe, Norte da África e Oeste da Ásia (cerca de 22% cada).

Três em cada quatro migrantes internacionais estão em idade produtiva (20 a 64 anos). Em 2019, 202 milhões de migrantes internacionais – 74% do total – tinham esta faixa etária. Mais de três quartos deles estão na Ásia, Europa e América do Norte.

Sobre a pesquisa – O Inventário de Migração Internacional 2019 apresenta os resultados da revisão de estimativa das Nações Unidas sobre o número de migrantes internacionais por idade, sexo e origem para 232 países em 1º de julho de cada um dos seguintes anos: 1990, 1995, 2000, 2005, 2010, 2015 e 2019.

A Revisão de 2019 e o relatório completo estão disponíveis aqui.

Contatos de Imprensa – Donna G. Cusumano, Departamento de Comunicação Global da ONU: +1 212 963 1148; cusumanod@un.org
Fonte para entrevistas –  John Wilmoth, diretor, Divisão de População do Departamento de Economia e Assuntos Sociais (DESA) da ONU: wilmoth@un.org

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