Culinária cajun alimenta pequenos negócios em expansão nos Estados Unidos

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) completou 100 anos em 2019 e, como parte das comemorações, lançou o projeto fotográfico “Dignidade no trabalho: a experiência norte-americana”. A proposta foi documentar a vida profissional de trabalhadores nos Estados Unidos. A ONU News se juntou à OIT para visitar o estado de Louisiana. Leia a reportagem.

Dana Cormier trabalha há 24 anos no Supermercado Best Stop, que é administrado pela sua família. Foto: OIT/John Isaac

Organização Internacional do Trabalho (OIT) completou 100 anos em 2019 e, como parte das comemorações, lançou o projeto fotográfico “Dignidade no trabalho: a experiência norte-americana”. A proposta foi documentar a vida profissional de trabalhadores nos Estados Unidos. A ONU News se juntou à OIT para visitar o estado de Louisiana.

Dana Cormier gerencia o supermercado Best Stop, em Scott, Louisiana. O negócio dela é especializado em culinária cajun — marcada por influências francesas, africanas e caribenhas —, além de boudin — um tipo de salsicha — e torresmo.

O supermercado foi fundado pelo pai de Dana há 33 anos, e a norte-americana trabalha na empresa há 24. O povo cajun se estabeleceu no sul de Louisiana por volta dos anos 1700, quando foram exilados do Canadá.

“Quando eu estava crescendo, eu queria me tornar uma policial, então, entrei para a polícia e trabalhei na área de narcóticos por dois anos. Depois, decidi que queria trabalhar no ramo da minha família. Eu tenho duas irmãs, um irmão e uma sobrinha que também trabalham aqui e um sobrinho que pode vir ajudar”, disse Cormier.

“Eu amo o que eu faço. Conheço um monte de clientes incríveis e gosto muito de estar ocupada como estamos hoje; são clientes frequentes que vêm antes do jogo de futebol universitário que acontece amanhã. Mas estamos ocupados o ano inteiro com celebrações e com pessoas vindo para experimentar a cultura cajun; realmente amamos nossa comida aqui”, completou.

O mercado tem 45 funcionários e a ideia é que cresça ainda mais. Atrás da loja de varejo, Cormier projeta criar um armazém atacadista, onde a família poderá oferecer negócios, restaurantes, bares, mercados e outras finalidades para pessoas que quiserem vender o boudin.

De acordo com Cormier, o negócio está começando a abrir franquias, além de ter uma loja satélite um pouco menor que fica a cerca de 8 quilômetros da loja principal, onde vendem seus produtos e alimentos cozidos. Além disso, eles também estão realizando entregas através da loja virtual. “Somos grandes, mas ficaremos ainda maiores”, disse.

“Somos uma loja pequena, então, estamos tentando fazer nosso produto o mais rápido que podemos, e acompanhar os pedidos é desafiador”, completou. Cada vez que Cormier vê mais clientes entrando na loja, ela diz se sentir ainda mais motivada, observando como a família se ocupa e como os negócios vão crescendo.

“Ser cajun significa amigos, família, amor por cozinhar e aproveitar a vida. Pessoas cajun são todas uma família”, destacou. Quando um cliente experimenta o boudin e diz que aquele alimento é bom, isso sempre faz com que Cormier sorria.

“É uma sensação boa trabalhar neste negócio, mas é preciso calçar o tênis de corrida, pois é muito trabalhoso”, disse. Segundo ela, é necessário ser prático e garantir que os produtos sejam consistentes, mesmo que os funcionários sejam excepcionais, ficando de olho nos negócios e marcando presença a todo momento, pelo menos nos dez primeiros anos.

Em relação às habilidades necessárias para administrar a loja, Cormier diz que é importante saber tudo, além de conhecer todas as receitas culinárias, saber gerenciar pessoas e trabalhar de maneira rápida. “Uma das coisas que dizemos aos nossos funcionários é que nós não queremos que nossos clientes esperem para serem atendidos”, concluiu.

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