Viajar e amadurecer: entenda porque esses dois atos combinam perfeitamente

Conhecer novos destinos, pessoas e culturas faz bem para a saúde, aumentando a expectativa de vida

Há quem diga que a vida começa aos 40, outros alegam que os 60 são os novos 50. Dizeres a parte, o fato é que, cada vez mais tabus em relação à idade avançada têm sido questionados. Prova disso é a participação ativa, com impacto econômico, de idosos nos setores relacionados ao turismo.

Sabemos, é claro, que viagens para todas as idades sempre foram possíveis. No entanto, uma pesquisa realizada por uma empresa mundial de análises de turismo, divulgada em 2019, mostra um dado inédito: pelo menos, 77% dos brasileiros aposentados acreditam que viajar é a melhor forma de aproveitar o tempo de aposentadoria.

Também vale lembrar que viajar faz bem para a saúde. Assim, além de ser uma tendência, a prática é extremamente recomendada para os mais velhos. Um estudo divulgado pelo Journal of Personality and Social Psychology, periódico científico dos Estados Unidos, afirma que viajar é benéfico em diversas camadas para promoção de saúde integral.

A exposição a diferentes ambientes fortalece os anticorpos, aumentando a imunidade e o movimento. Já as atividades fora da rotina diminuem o estresse e a ansiedade, consequentemente, reduzindo os riscos de ataque cardíaco, bem como melhorando o condicionamento físico e a saúde mental como um todo. Tudo isso combinado faz com que a expectativa de vida da pessoa que viaja seja ampliada.

Serviços especializados

De maneira geral, a qualidade e a expectativa de vida dos idosos aumentou significativamente nos últimos anos. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre os anos de 2012 e 2018, a população acima de 65 anos cresceu 26%, aumento histórico nunca registrado.

Dessa maneira, é cada vez mais comum que serviços especializados para esse público sejam desenvolvidos. Para se ter uma ideia, desde 2016, o Ministério do Turismo mantém uma cartilha atualizada com orientações para potencializar a experiência turística de pessoas na terceira idade. O documento é voltado para os profissionais do setor.

Nessa mesma direção, também existem agências especializadas em atender esse público para lá de especial. Aliás, a busca é grande, em especial, pelas mulheres, que preferem viajar em excursão. Estima-se que, nessa modalidade, 90% dos viajantes sejam do sexo feminino.


Uma vez que muitas delas viajam sozinhas, o turismo em excursão, com recorte de faixa etária, proporciona a possibilidade de conhecer novas pessoas. A integração social é parte fundamental da vida de quem alcança a terceira idade. Por meio disso, consegue-se compartilhar valores e sonhos com indivíduos que têm um estilo de vida parecido.

Além das pessoas que fazem viagens curtas e mais ocasionais, existem aqueles que pouparam durante toda a vida e planejam viajar por períodos mais longos. As buscas pelo que ficou conhecido como “viagem de ano sabático”, em que o turista visita um ou vários lugares pelo período de um ano, são cada vez mais comuns.

O número de casais que, depois de aposentados, decidem viver uma eterna lua de mel também aumentou. Em 2019, viralizou a história do casal estadunidense Debbie e Michael Campbell, ambos aposentados, que estão viajando há quatro anos, desde que se aposentaram.

Viagem em família

Engana-se quem pensa que os idosos viajam apenas uns com os outros. Muitas agências de turismo tem notado, cada vez mais, um crescimento pela procura de viagens de avós que querem organizar um passeio com os netos. A pesquisa que indicou o crescimento histórico desse perfil de viajantes no Brasil também comprova isso.

Estima-se que 81% dos avós se sintam rejuvenescido com a presença dos netos. Cerca de 65% deles dizem que se sentem mais seguros em ousar quando estão na companhia dos mais jovens, além de relatarem que entendem a necessidade de os pais, às vezes, tirarem férias dos filhos por um curto período.

Instagram