Vendas de imóveis residenciais aumentaram no segundo trimestre deste ano

De acordo com levantamento divulgado pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), as vendas de imóveis residenciais novos subiram 22,9% no segundo trimestre de 2019 em relação ao trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2018, o crescimento foi de 16%. É um claro sinal de que o setor imobiliário e de construção se recupera, após sofrer com a crise econômica e com a recessão enfrentada pelo país nos últimos anos.

Segundo a CBIC, o mercado passa por um grande momento, sobretudo por causa do uso do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para financiamento. As vendas, de modo geral, tiveram acréscimo de 12% em relação ao primeiro trimestre de 2019 e 15,4% de crescimento na comparação entre os semestres. Com os atuais programas de financiamento tanto do governo como das instituições financeiras, os cidadãos possuem mais possibilidade de quitar os bens — por falta de pagamento, a casa ou apartamento pode até ir à um leilão de imóveis.

O número de unidades na planta e imóveis não vendidos cai trimestre a trimestre. Neste ano, a redução foi de 3% em relação ao trimestre anterior e de 8% na comparação com o mesmo período do ano passado. A região sudeste é onde há maior número de lançamentos, enquanto as regiões norte e nordeste são as que mais se beneficiam do programa Minha Casa, Minha Vida, com uma fatia considerável de, pelo menos, 75% do mercado imobiliário atrelado ao programa.

Outro ponto destacado durante a apresentação do estudo foi a geração de empregos no setor da construção civil. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram 18.721 novas vagas disponibilizadas com carteira assinada em julho, com um total de 2.053 milhões de trabalhadores formais. No primeiro semestre deste ano, por sua vez, houve um saldo positivo de 77.481 novas vagas. 

“Minas Gerais e São Paulo puxaram as contratações. Isso é fruto de um novo mercado que temos pela frente. Temos que nos preparar para um novo momento no qual temos certeza que podemos ajudar o país a ser uma economia muito mais próspera, uma sociedade mais justa daqui para frente”, afirmou o presidente da CBIC, José Carlos Rodrigues Martins. A confiança no setor da indústria também teve um acréscimo em agosto, embora o valor esteja em sucessivas quedas.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostra que a confiança melhorou em 12 dos 19 segmentos industriais. O Índice de Situação Atual (ISA) cresceu 1,2 ponto para 95,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 0,4 ponto para 95,7 pontos. Apesar disso, ambos estão abaixo do nível neutro de 100 pontos e apresentam quedas consecutivas pelo quinto mês.

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