Veja os impactos das novas regras do SFH

O Sistema Financeiro de HabitaçãoSFH ― terá novas regras a partir de 1º de janeiro de 2019. A mudança promete beneficiar as classes de baixa renda, média e média alta que pretende adquirir a tão sonhada casa própria.

Confira o post abaixo para saber o que é o SFH, acompanhe as informações sobre as novas regras e entenda quais são os principais impactos da mudança nos financiamentos imobiliários.

O que é Sistema Financeiro de Habitação ― SFH?

Através da Lei nº 4.380 de 21 de agosto de 1964, o Governo Federal criou o Sistema Financeiro de Habitação, o chamado SFH. O objetivo era beneficiar as classes de baixa renda na aquisição da casa própria.

As principais fontes de recursos para movimentar o SFH são a caderneta de poupança e o FGTS. Atualmente, é possível usar os fundos do FGTS para adquirir imóveis de até R$ 950 mil em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal e R$ 800 mil nos demais estados.

O custo máximo de operações é de 12% ao ano. No entanto, somente é possível financiar, no máximo, 80% do valor total do imóvel. Mas em 31/08/2018 o Conselho Monetário Nacional ― CMN ― alterou algumas normas do setor, incluídas na Resolução 4.676 do Banco Central.

Quais as novas regras?

Como falamos, a partir de 1º de janeiro de 2019 algumas regras do Sistema Financeiro de Habitação sofrerão alterações. A intenção é que o crédito imobiliário seja ampliado para as classes média e média alta.

Entretanto, as faixas de renda mais baixa também serão beneficiadas, já que o SFH poderá conceder financiamentos para imóveis de até R$ 500 mil. Confira quais são as novas regras a partir de janeiro.

  • O valor máximo do imóvel que será comprado passou de R$ 950 mil para até R$ 1,5 milhão em qualquer lugar do país;
  • Os bancos serão incentivados a concederem financiamentos de imóveis de até R$ 500 mil;
  • O Custo Efetivo Máximo ― CEM ― permanece em, no máximo, 12% ao ano;
  • O percentual de 65% dos recursos captados pelos bancos provenientes das cadernetas foi mantido;
  • No entanto, não será mais obrigatório destinar 80% dos recursos para as operações contratadas pelo SFH. Portanto, será possível destinar todo o montante em imóveis de qualquer valor e ainda diminuir as taxas de juros;
  • As instituições financeiras terão liberdade para negociar as taxas com os mutuários, levando-se em conta qualquer índice econômico.

Quais os principais impactos das novas regras do SFH?

Com as mudanças determinadas pelo Banco Central para o Sistema Financeiro de Habitação ― SFH ― tanto as instituições financeiras quanto as pessoas que pretendem adquirir um imóvel sofrerão impactos com as novas regras. Acompanhe!

Possibilidade de adquirir imóveis acima de R$ 1 milhão

Um dos principais benefícios das novas regras é a possibilidade de adquirir um imóvel de até R$ 1,5 milhão, independente da região. Diferentemente do que acontece hoje que o limite máximo é de R$ 950 mil para alguns estados.

Dessa forma, os compradores interessados em imóveis acima de R$ 1 milhão não terão mais que recorrer às outras linhas de crédito. Além disso, estarão livres para utilizar ou não os seus recursos do FGTS.

Maior incentivo para financiamentos de até R$ 500 mil

As instituições financeiras que concederem financiamento de imóveis de até R$ 500 mil receberão incentivos para isso. A intenção é que os bancos que fizerem mais contratos nessa modalidade de crédito tenham uma fatia maior dos recursos da poupança.

O objetivo dessa regra é alinhar os interesses de política pública com os da população, já que há uma escassez de financiamento de imóveis com essa faixa de preço. No entanto, tanto a construção civil quanto os bancos têm interesse em liberar crédito para essa demanda.

Queda nas taxas de juros

A regra atual é que 65% dos recursos da poupança sejam direcionados para o crédito imobiliário, sendo necessário utilizar diversos mecanismos para cumprir a exigência. Porém, com a nova regra essa obrigação será apenas para aquisição, construção, reforma e ampliação de imóveis residenciais.

Com a mudança estima-se que R$ 80 bilhões a mais serão destinados exclusivamente ao crédito habitacional, possibilitando a diminuição das taxas de juros e aumentando a oferta de crédito imobiliário.

Com as novas regras do SFH,uma grande parte da população será beneficiada, principalmente aquelas que não se enquadram nas linhas de crédito do Minha Casa Minha Vida.

 

 

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