Veja como a tendência ‘touchness retail’ ganhou força com a pandemia

Necessidades de adaptação no comércio impulsionam diferentes segmentos a adotarem recursos e tecnologias para reduzir chances de contaminação pelo novo coronavírus.


A pandemia alterou o cotidiano de forma radical. Sair de casa tornou-se um evento mais raro, cuja ocorrência deve ser limitada às situações urgentes e essenciais. No lugar do contato físico, telas e videochamadas são a nova regra para ver familiares e amigos. Rostos cobertos por máscaras faciais deixaram as cenas dos filmes e foram para as ruas em diferentes países.

Neste contexto, houve uma explosão do e-commerce em todo o mundo, desde que o coronavírus começou a se disseminar pelo globo. Várias tecnologias estão sendo desenvolvidas para reduzir as chances de contaminação, evitando o compartilhamento de espaços comuns.

Uma delas, que vem se popularizando, especialmente, no comércio, é o “touchness retail”, expressão, em inglês, para “varejo sem toque”. Além de evitar o contato com o vírus, essa estratégia atende às novas exigência de prevenção, como evitar as aglomerações, além do contato pessoal entre vendedores e clientes em visitas físicas às lojas.

Significado do termo

Nos últimos dois meses, a abertura parcial de diferentes segmentos do comércio não dispensou a adoção de medidas de precaução para reduzir as chances de contaminação, tanto de clientes, quanto de funcionários. Assim, terminais de autoatendimento e totens para compra on-line vêm adquirindo destaque.

Outra estratégia permitida pelo desenvolvimento tecnológico é o “varejo sem toque”, que consiste na possibilidade de comprar ou vender sem contato direto entre os clientes, os itens comprados e os equipamentos, como balcões e máquinas de cartão.

Este recurso já era presente em países como os Estados Unidos, mas as necessidades de distanciamento social e a maior higienização de superfícies fizeram com que ele se popularizasse rapidamente por outros lugares durante a pandemia.

Futuras tendências

A pandemia acelerou a adoção e o desenvolvimento de tecnologias que dispensam a necessidade de contato entre objetos, promovendo atendimentos mais personalizados.

Uma delas é a biometria facial para autenticar pessoas na hora de efetuar pagamentos. Ela tem se mostrado uma alternativa para reduzir o compartilhamento de objetos.

Em alguns países da Europa, como a França e a Espanha, os mercados sem funcionários nos caixas já são realidades há alguns anos. Nesses estabelecimentos, cada consumidor deve passar os produtos pela máquina de autoatendimento e realizar o pagamento, em dinheiro vivo ou cartão.

Na pandemia, também cresceu o uso de aplicativos por lojas e mercados. Os consumidores interessados em adquirir algum produto devem instalar o app do estabelecimento em questão e efetivar o pagamento virtualmente para receber os itens via delivery em casa.

Novos hábitos

A pandemia não só alterou alguns hábitos de consumo, tais como a maior aquisição de produtos de higiene pessoal e limpeza, máscaras para proteção facial e álcool em gel, mas também o jeito de comprar.

Mesmo com o desenvolvimento da vacina e a redução da transmissão do novo coronavírus em escala global, a pandemia pode marcar o início da obrigatoriedade do e-commerce para lojistas de diferentes segmentos comerciais.

A facilidade de comprar no conforto de casa, sem precisar encarar filas no caixa, gastar tempo de deslocamento, nem dinheiro para a gasolina ou o transporte, pode tornar permanente o hábito de só sair da residência para casos essenciais.

Para os estabelecimentos comerciais, o investimento em tecnologias como o “varejo sem toque” pode ser uma boa opção a longo prazo, já que dispensa a constante higienização de espaços, carrinhos, cestas e embalagens de produtos, assim como o monitoramento da temperatura corporal de clientes e colaboradores no interior das lojas físicas.

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