Vale a pena trocar de banco para fazer um financiamento?

O financiamento imobiliário é um processo bastante comum no Brasil. E o que mais as pessoas procuram são as opções mais vantajosas com juros mais baratos, prazos e parcelas confortáveis. E por isso, muitos consideram trocar de banco para aproveitarem taxas mais vantajosas no financiamento.

Acontece que nem sempre as melhores opções estão no banco que já temos conta. Diante disso, fica a dúvida se vale a pena abrir uma conta em um novo banco ou mudar de banco para realizar um financiamento?

É preciso pensar muito e considerar os prós e os contras desta mudança. Isso porque não são apenas os valores do financiamento que devem ser levados em conta, mas os serviços dos bancos. Afinal, para fazer um financiamento, provavelmente será preciso abrir uma conta e isso gera custos.

Fatores para considerar se for trocar de banco

A troca de banco para a realização de financiamentos imobiliários pode valer a pena, mas é preciso ter muito cuidado e considerar alguns fatores para verificar a real vantagem da opção.

Quanto ao financiamento

Neste caso, o principal benefício é diminuir o CET (Custo Efetivo Total) do seu financiamento. Ao financiar uma casa, você está assumindo uma dívida de longo prazo e com valor considerável.

Por isso, o principal dado que você deve checar é o CET. Ao comparar o custo total das operações em diferentes bancos, você terá como formar uma opinião sobre a melhor opção para fazer o financiamento.

Quanto às taxas bancárias

Também é preciso comparar as taxas de contas correntes ou poupanças de banco para banco. Isso porque para aproveitar taxas de juros menores, será preciso ser cliente do banco. E é sempre bom lembrar que uma conta pode gerar várias taxas para manutenção e administração.

Por isso também é preciso ficar de olho nestas taxas, principalmente, para saber se vale a pena mudar de banco e abrir uma conta em uma nova instituição.

Quais cuidados devo tomar ao trocar de banco para fazer um financiamento?

Essa é uma operação que pode valer a pena e ser bastante vantajosa, mas para ter a real certeza disso é preciso tomar certos cuidados. Explicamos melhor alguns deles a seguir.

Não considere a troca apenas pelas taxas de juros menores

A taxa de juros não é a única cobrança que incide sobre as parcelas de um financiamento. Dependendo da forma de financiamento e da instituição, o banco pode cobrar outras taxas.

Isso significa que nem sempre taxas de juros menores tornam o financiamento mais barato. O principal fator para saber se o financiamento é vantajoso é o CET. Nele, estão incluídos todos os encargos da operação. Somente assim, você saberá o valor total da dívida em cada banco e comparar as opções.

Faça uma contraproposta ao seu banco atual

A troca de banco para a realização de financiamento é um processo que gera bastante burocracia e pode ser um pouco demorado. Então, por que não procurar o seu banco atual e oferecer uma contraproposta?

Nenhum banco quer perder clientes, principalmente aqueles interessados em financiamentos, que são dívidas longas e de alto valor. Por isso, uma dica é que você pegue o valor do CET dos bancos pesquisados e leve ao gerente do seu banco.

Dessa maneira, você pode apresentar a ele e fazer uma contraproposta. Assim é possível forçar o seu banco a cobrir a ofertas dos concorrentes e garantir um financiamento com taxas de juros e encargos ainda mais vantajosos.

Compare o custo da conta corrente

Para pegar financiamentos mais vantajosos é preciso ser correntista dos bancos. E todos nós sabemos que a conta corrente tem um custo mensal de manutenção. A maioria dos bancos cobram tarifas de serviços e taxas sobre o valor ou o limite de operações como saques e depósitos.

Por isso, antes de abrir uma conta em um outro banco, é preciso verificar quais são os custos com os quais você irá arcar. Desta forma, dependendo do quanto o seu banco atual cobra com relação ao novo, é possível perceber se a mudança continua sendo uma vantagem.

Nem sempre o que parece é, de fato, uma boa opção. É avaliar bastante a operação do financiamento como um todo, antes de se filiar a um novo banco que não lhe ofereça nenhuma vantagem.