Vacinação contra a influenza começa nesta segunda-feira

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Foto:Claudio Vieira/PMSJC
Foto:Claudio Vieira/PMSJC
Começa nesta segunda-feira (17) a Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza (gripe H1N1). Em São José dos Campos, o público-alvo é de 192.231 pessoas, consideradas de risco para complicações para a gripe. A meta do Ministério da Saúde é vacinar 90% desta população. As vacinas estarão disponíveis em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), das 8h às 17h.
Essa estratégia de vacinação tem como objetivo minimizar a ocorrência da doença, as internações e os óbitos atribuídos ao vírus influenza nos grupos mais vulneráveis, ou seja, que têm maior risco de evoluir com complicações. A campanha prossegue até o dia 26 de maio, sendo 13 de maio o dia de mobilização nacional.
Além das crianças de 6 meses a 5 anos, integram este grupo idosos com 60 anos ou mais, trabalhadores da saúde, gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto). Este ano, dois novos grupos foram incluídos na campanha: os professores e pessoas ligadas ao sistema prisional (detentos e funcionários).
A orientação da Secretaria de Estado da Saúde é que os municípios façam um escalonamento da vacinação para os grupos de risco, ou seja, que ela seja feita por etapas.
Assim, a primeira etapa, a partir de 17 de abril, abrangerá os trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados e as pessoas com 60 anos ou mais. A partir do dia 24 de abril, serão vacinadas as gestantes, puérperas, crianças (6 meses e maiores de 5 anos de idade) e indígenas.
A partir do dia 2 de maio será a vez das pessoas acometidas por comorbidades (portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais independente da idade). A partir do dia 8 de maio serão vacinados os professores e todos os outros grupos anteriores. E 13 de maio, sábado, será o Dia D da campanha.
Segundo estimativas da Secretaria de Saúde do Estado, São José dos Campos tem 40.010 crianças de 6 meses a 5 anos, 21.084 trabalhadores de saúde, 7.453 gestantes, 1.225 puérperas e 63.332 idosos. Não se tem uma estimativa sobre o número de professores e pessoas ligadas ao sistema prisional.
Vacina
A influenza (gripe) é uma infecção viral aguda, que afeta o sistema respiratório. É de elevada transmissibilidade e distribuição global, com tendência a se disseminar facilmente em epidemias sazonais e mundiais.
A transmissão ocorre por meio de secreções das vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir, espirrar ou pelas mãos, que, após contato com superfícies recém-contaminadas por secreções respiratórias, pode levar o agente infeccioso direto à boca, aos olhos e ao nariz.
Os vírus influenza, pertencentes à família Orthomyxoviridae, subdividem-se em três tipos – A, B e C -, de acordo com a diversidade antigênica, podendo apresentar mutações. Os vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, com duração variável, e frequentemente associados ao aumento das taxas de hospitalização e óbito.
O período de incubação dos vírus influenza varia entre um e quatro dias. A maioria das pessoas infectadas recupera-se dentro de uma a duas semanas. Entretanto, nas crianças, gestantes, puérperas, idosos e pessoas com doenças crônicas, a infecção pelo vírus influenza pode levar às formas clinicamente graves, como as infecções respiratórias agudas e pneumonias, com risco de evoluir para óbito.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que, anualmente, 5 a 15% da população mundial seja acometida pelo vírus influenza.
Em 2016, no Estado de São Paulo, foram registrados 20.918 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) hospitalizados, sendo que 2.558 (12,2%) evoluíram a óbito. Em 2017, ainda no período intersazonal, foram registrados 920 casos de SRAG, incluindo 78 óbitos, no Estado de São Paulo.
Em São José dos Campos, neste ano foram registrados 2 casos de H1N1 e três de H3N2, sem óbito. Em 2016, foram 49 casos de H1N1, com 11 óbitos, e nenhum caso de H3N2.
Doentes crônicos
Para os doentes crônicos, é imprescindível levar uma solicitação médica que especifique o problema de saúde, que deve estar entre as doenças elegíveis para tomar a vacina. Também pode ser apresentada a última receita médica com a prescrição de medicamentos de uso contínuo que comprove o problema de saúde.
Doenças crônicas e condições clínicas com indicação da vacina
Doença respiratória crônica
– Asma em uso de corticóides inalatório ou sistêmico (moderada ou grave)
– DPOC
– Bronquioectasia (dilatação irreversível dos brônquios)
– Fibrose cística
– Doenças intersticiais do pulmão
– Displasia broncopulmonar
– Hipertensão arterial pulmonar
– Crianças com doença pulmonar crônica da prematuridade
Doença cardíaca crônica
– Doença cardíaca congênita
– Hipertensão arterial sistêmica com comorbidade
– Doença cardíaca isquêmica
– Insuficiência cardíaca
Doença renal crônica
– Insuficiência renal crônica grave
– Síndrome nefrótica
– Paciente em diálise
Doença hepática crônica
– Atresia biliar
– Hepatites crônicas
– Cirrose
Doença neurológica crônica
– Condições em que a função respiratória pode estar comprometida pela doença neurológica
– Considerar as necessidades clínicas individuais dos pacientes, incluindo AVC, indivíduos com paralisia cerebral, esclerose múltipla e condições similares
– Doenças hereditárias e degenerativas do sistema nervoso ou muscular
– Deficiência neurológica grave
Diabetes
– Diabetes mellitus tipo 1 e tipo 2 em uso de medicamentos
Imunossupressão
– Imunodeficiência congênita ou adquirida
– Imunossupressão por doenças ou medicamentos
Obesos
– Obesidade grau 3 (IMC > 40 para adultos, IMC >= 25 para menores de 10 anos e IMC>= 35 de 10 a 18 anos)
Transplantados
– Órgãos sólidos
– Medula óssea
– Portadores de trissomias: síndrome de Down e outras síndromes

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