UNFPA participa de evento em Brasília sobre direitos de jovens indígenas

Com o foco em ampliar as discussões acerca de saúde sexual, reprodutiva e direitos, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) realizou no início de agosto (8) consulta temática com foco nos povos indígenas.

O objetivo foi reunir segmentos dessa população e de outros grupos da sociedade civil para debater os avanços e as lacunas encontradas 25 anos depois da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Egito.

A atividade contou com acadêmicos indígenas e fez parte de uma série de eventos no Brasil com o objetivo de ampliar a participação da sociedade civil e da comunidade científica, com especial atenção para pesquisadores e pesquisadoras do campo de saúde coletiva, relações internacionais e demografia.

Com o apoio da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o evento aconteceu no espaço Maloca, na Universidade de Brasília (UnB). Foto: UNFPA

Com o apoio da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o evento aconteceu no espaço Maloca, na Universidade de Brasília (UnB). Foto: UNFPA

Com o foco em ampliar as discussões acerca de saúde sexual, reprodutiva e direitos, a Rede Brasileira de População e Desenvolvimento (REBRAPD) realizou no início de agosto (8) consulta temática com foco nos povos indígenas.

O objetivo foi reunir segmentos dessa população e de outros grupos da sociedade civil para debater os avanços e as lacunas encontradas 25 anos depois da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Egito.

Com o apoio da Rede de Juventude Indígena (REJUIND) e do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o evento aconteceu no espaço Maloca, na Universidade de Brasília (UnB).

Segundo Rayanne França, uma das coordenadoras da REJUIND, a consulta específica para a população indígena representa o trabalho colaborativo feito com a sociedade civil e demonstra a necessidade de levar adiante as pautas das juventudes indígenas.

“A gente percebe o quanto a juventude tem focado nestas agendas ao falar de saúde sexual e reprodutiva, direitos. Então, estar nestes espaços nos mostra a importância de empoderar a juventude como sujeitos de direito”, ressaltou Rayanne.

A oficial de Gênero, Raça, Etnia e Comunicação do UNFPA no Brasil, Rachel Quintiliano, participou da mesa de abertura fazendo referência ao marco internacional da Conferência Internacional de População e Desenvolvimento, realizada no Cairo, em 1994.

Raquel mostrou a importância que o UNFPA e a agenda do Cairo têm nas discussões sobre população, principalmente com relação à capacidade de as pessoas planejarem suas vidas reprodutivas: ter ou não filhos, com quem e quando e o impacto disso na dinâmica populacional, para além de discutir o acesso a informações e direitos daquelas pessoas que estão em situação de maior vulnerabilidade.

“Neste ano, o UNFPA, ao publicar seu relatório anual, intitulado como ‘Um trabalho Inacabado’, fez uma extensa reflexão sobre as metas ainda não alcançadas do Plano de Ação da CIPD. Nessa análise, identificou três grandes esforços que devem ser empregados por toda a comunidade internacional até 2030. É necessário zerar as necessidades de contracepção não atendidas, as mortes maternas evitáveis e as violências ou práticas nocivas contra mulheres e meninas”, relatou a oficial.

A atividade contou com acadêmicos indígenas e fez parte do marco Plataforma Cairo + 25 Brasil, composta por mais de 15 eventos em dez estados, uma ação coordenada pela REBRAPD com o objetivo de discutir lacunas, desafios e oportunidades na agenda do Cairo. A intenção é ampliar a participação da sociedade civil e da comunidade científica, com especial atenção para pesquisadores e pesquisadoras do campo da saúde coletiva, relações internacionais e demografia.

O que foi a CIPD?

A Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento (CIPD) foi realizada no Cairo, em 1994, e representou um marco histórico e uma mudança de paradigma na abordagem global sobre os temas de população e desenvolvimento: se antes os objetivos eram exclusivamente demográficos, após a CIPD o foco se tornou a promoção dos direitos humanos, com ênfase no exercício dos direitos reprodutivos e na autonomia das escolhas individuais. O ano de 2019 marca o 25º aniversário da Conferência, cujo documento foi pactuado por 179 países.

ONU