UNAIDS e AIEA unem forças para ampliar ação contra câncer do colo do útero e HIV

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uniram forças para aumentar a ação contra o câncer do colo do útero e o HIV.

Em 2018, cerca de 311 mil mulheres morreram de câncer do colo do útero no mundo, 85% delas em países de baixa e média renda, onde os programas de vacinação para HPV, triagem e tratamento são limitados.

Na África, 28 países não possuem uma única unidade de radioterapia. Parte do trabalho da AIEA é ajudar os países no uso de medicamentos nucleares e de radiação para tratar o câncer cervical e outros tipos de câncer.

AIEA e UNAIDS se comprometeram a ampliar e expandir os serviços para meninas e mulheres adolescentes afetadas por câncer do colo do útero e HIV. Foto: UNAIDS

AIEA e UNAIDS se comprometeram a ampliar e expandir os serviços para meninas e mulheres adolescentes afetadas por câncer do colo do útero e HIV. Foto: UNAIDS

Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (UNAIDS) e a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) uniram forças para aumentar a ação contra o câncer do colo do útero e o HIV.

Em um memorando de entendimento assinado após evento para o Dia Mundial do Câncer, na sede da AIEA em Viena, na Áustria, as duas organizações se comprometeram a ampliar e expandir os serviços para meninas e mulheres adolescentes.

Câncer do colo do útero

O câncer do colo do útero e o HIV estão indissociavelmente ligados. O câncer cervical é o mais comum entre as mulheres que vivem com HIV, que têm até cinco vezes mais chances de desenvolver a doença. As mulheres infectadas com certos tipos de vírus do papiloma humano (HPV) também enfrentam um duplo risco de infecção por HIV.

“Como é justo que 90% das meninas em países de alta renda tenham acesso à vacina contra o HPV, enquanto em países de baixa e média renda apenas 10% têm acesso?”, disse Winnie Byanyima, diretora-executiva do UNAIDS.

HIV

“Como o HIV, o câncer do colo do útero é uma doença que envolve saúde, gênero e desigualdades socioeconômicas para mulheres e meninas em todo o mundo. Os serviços devem ser ampliados e integrados como um investimento na vida de mulheres e meninas e para garantir seu direito à saúde.”

Em 2018, cerca de 311 mil mulheres morreram de câncer do colo do útero no mundo, 85% delas em países de baixa e média renda, onde os programas de vacinação, triagem e tratamento são limitados. A alta taxa de mortalidade por câncer do colo do útero em todo o mundo poderia ser bastante reduzida, intensificando a ação nesses países.

Cerca de 70% das mulheres que desenvolvem câncer cervical necessitam de radioterapia para tratar efetivamente a doença; no entanto, a AIEA estima que um terço dos países de baixa e média renda não oferece serviços médicos de radiação adequados para atender às necessidades das pacientes.

Na África, 28 países não possuem uma única unidade de radioterapia. Parte do trabalho da AIEA é ajudar os países no uso de medicamentos nucleares e de radiação para tratar o câncer cervical e outros tipos de câncer.

“O câncer do colo do útero é um dos tipos de câncer que são perfeitamente tratáveis e curáveis se você mora em Viena, Buenos Aires, Roma ou Paris”, disse o diretor geral da AIEA, Rafael Mariano Grossi.

“Se você mora em um país com acesso limitado à radioterapia, isso é algo que pode matar.” Ele acrescentou que a parceria com o UNAIDS é muito importante para maximizar os esforços na importante missão de ajudar os países a combater o câncer.

UNAIDS & AIEA

Como parte do novo acordo, o UNAIDS e a AIEA trabalharão juntos para apoiar estratégias e programas nacionais para desenvolver planos de trabalho integrados para HIV e câncer do colo do útero.

Além disso, mobilizarão recursos para expandir os serviços de prevenção, diagnóstico e tratamento, treinar profissionais de saúde e conscientizar sobre os vínculos entre o HIV e o câncer do colo do útero.

ONU