Startups unicórnios: o que são e como chegar lá

Empresas que valem 1 bilhão de dólares, mesmo sem ter ações em bolsas de valores, as unicórnios são destaque da economia global. Tornar-se uma exige ousadia e muito planejamento.

O termo startup tem se popularizado no mundo dos negócios. Embora muita gente acredite que uma startup é simplesmente uma empresa pequena, para gestores e economistas, essa não é a definição mais precisa.

Uma startup tem como característica principal, além do tamanho, o fato de buscar inovação, isso é, de oferecer serviços e experiências que envolvam tecnologias e, até mesmo, o desenvolvimento técnico-científico.

Elas começam com baixos empreendimentos ativos, ou, em outras palavras, com pouco investimento, mas como conseguem manter e expandir a oferta de serviço, se tornam valiosas com certa rapidez.

O Google, o Facebook, a Uber e a Netflix são sempre lembradas como cases de sucesso de startups. Aquelas que crescem rapidamente e que passam a valer muitos zeros, no mercado financeiro, são chamadas de “unicórnio”.

Startup unicórnio: o que é

Unicórnio, como se sabe, é uma figura mitológica representada por um cavalo, geralmente branco, com um chifre acima dos olhos. Embora os millenials tenham resgatado os unicórnios, essas figuras são relatadas, na arte e na literatura, desde o período medieval e também no período do Renascimento.

No contexto da economia, o termo unicórnio é utilizado para falar justamente sobre as startups que atingem um grande valor de mercado mesmo sem vender suas ações nas bolsas de valores.

Quanto a unicórnio deve valer

Para ser considerada uma unicórnio, a startup precisa valer algo em torno de US$ 1 bilhão, e isso sem ter aberto suas ações para outros investidores, ou seja, sem ter ações nas bolsas de valores.

O Google e o Facebook são bons exemplos de startups unicórnios, sendo que a empresa fundada por Mark Zuckerberg é considerada uma “superunicórnio”, a única dessa última década.

Em 2018, por exemplo, a famosa rede social era a quinta empresa mais valiosa do mundo, chegando a ser orçada em mais de US$ 380 bilhões, e isso mesmo depois do escândalo sobre a venda de dados e a privacidade, que fez seu fundador ser interrogado pelo Congresso norte-americano e também na Europa.

Brasil tem startups unicórnio

Apesar da crise econômica que atravanca o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e que mantém índices elevados de desemprego, o Brasil possui algumas startups unicórnio.

A 99 taxi, concorrente de outra unicórnio, a Uber, e o Nubanksão três das principais unicórnios do país.

 

Como se tornar uma unicórnio

Tornar-se uma unicórnio é um sonho de milhares de empresários no Brasil e no mundo. No entanto, fazer a startup crescer a ponto de valer bilhões de dólares não é uma tarefa tão simples assim. Uma série de fatores deve coexistir para que a valorização da empresa seja possível.

Startup deve focar bem no problema 

Segundo economistas e administradores, um dos aspectos decisivos para o sucesso da startup e de seu crescimento à unicórnio é ter em mente, com clareza, o tipo de problema que ela quer solucionar. Ou seja, é saber qual o tipo de produto ou serviço que ela oferece.

Os especialistas afirmam que a empresa deve ser destemida, isso é, procurar oferecer soluções que, em um primeiro momento, podem até parecer loucura, mas que nenhuma outra empresa oferta ainda. A startup deve ter, portanto, um serviço realmente inovador e que se mostre necessário e eficiente.

Foco no nicho de mercado

Outra forma de ajustar o GPS rumo à vida de unicórnio é conhecer exatamente o nicho para o qual o serviço será destinado. Ou seja, é de extrema importância saber para quem a empresa vai destinar o seu produto.

Com isso, é possível, por exemplo, antecipar possíveis demandas e diversificar os produtos oferecidos, aumentando a rentabilidade da empresa. 

Planejamento e resiliência

Outro aspecto decisivo para quem quer se tornar uma unicórnio é ter um bom planejamento e, principalmente, capacidade de não desistir, mesmo quando houver problemas no caminho.

O planejamento ajuda a startup a prever cenários futuros e, com isso, é mais fácil entender quando é possível expandir os negócios e quando é melhor ser conservador, preservando a saúde financeira da empresa.

Mas, mesmo com o planejamento, as coisas podem sair do controle, e quedas podem acontecer. É por isso que para se tornar uma unicórnio é necessário ter também resiliência: não desistir do projeto.