Saudita que buscava refúgio e se barricou em hotel na Tailândia está ‘em lugar seguro’, diz ACNUR

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Jovem saudita Rahaf Mohammed Al-qunun comunicou-se por meio do Twitter a partir de quarto de hotel em Bangcoc. Foto: Reprodução

Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) afirmou na segunda-feira (7) que a jovem saudita de 18 anos Rahaf Mohammed Al-gunun, que estava presa no aeroporto de Bangcoc após fugir de sua família no Kuwait — alegando que seria morta se fosse forçada a voltar —, está “agora em um lugar seguro”.

Em comunicado emitido na segunda-feira, o ACNUR afirmou estar acompanhando de perto acontecimentos das últimas 48 horas e que buscou imediatamente autorização de autoridades tailandesas para encontrá-la.

A jovem saudita disse a grupos de direitos humanos e à imprensa internacional no fim de semana que foi parada em viagem do Kuwait ao aeroporto de Bangcoc, onde seu passaporte foi retido. Ela diz que fugia de sua família e planejava seguir à Austrália para buscar refúgio.

No domingo, Mohammed Al-gunun havia se barricado em um quarto de hotel para impedir que autoridades tailandesas a deportassem de volta ao Kuwait. De acordo com relatos da imprensa, as autoridades tailandesas concordaram em dar acesso ao ACNUR na segunda-feira para avaliar pedido de refúgio.

O ACNUR defende consistentemente o princípio de não devolução, que diz que qualquer pessoa com confirmação ou queixa de necessidade de proteção internacional não pode ser devolvida a um território onde sua vida ou liberdade estejam ameaçadas. Este princípio é reconhecido como lei internacional e está enraizado em outras obrigações de tratados assinados pela Tailândia, de acordo com o ACNUR.

A Tailândia não é parte da Convenção das Nações Unidas relativa ao Estatuto dos Refugiados, de 1951, ou do Protocolo de 1967 que define o status de refugiados.

Por razões de confidencialidade e proteção, o ACNUR não divulgou quaisquer informações sobre detalhes do encontro que ocorreu no hotel de Bangcoc com a saudita.

“Ela está agora em um local seguro, fora do hotel”, disse Cécile Pouilly, oficial sênior de comunicação do ACNUR, em entrevista ao UN News. “Ela está agora em um estado de sofrimento emocional após tudo o que passou e precisa de um pouco de espaço para respirar; mas, nos próximos dias, iremos continuar nos encontrando para tentar avaliar suas necessidades de proteção”, explicou.

ONU