São José dos Campos é o quinto colocado no ranking geral de estudo realizado pela Macroplan com as 100 maiores cidades do país

A terceira edição do estudo Desafios da Gestão Municipal -DGM, da consultoria Macroplan, que avalia a evolução de 160 indicadores em quatro áreas essenciais – saúde, educação, segurança e saneamento & sustentabilidade – nos 100 maiores municípios do País em termos de população (mais de 273 mil habitantes) – revelou grandes diferenças na capacidade de entregar resultados em serviços essenciais à população.  Para indicar o desempenho global de cada cidade, a consultoria criou um indicador sintético, composto por um cesta de 15 indicadores de todas as áreas analisadas, o IDGM – Índice Desafios da Gestão Municipal. O IDGM varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do município.

Entre as dez primeiras colocadas no ranking geral do DGM-2018 destacam-se nove cidades do interior de São Paulo. São José dos Campos está na 5ª colocação.  Maringá é  a primeira colocada no ranking geral da pesquisa e Ananindeua (PA) está na lanterna entre as cidades analisadas.

São José dos Campos se destaca na evolução positiva do IDGM -geral (da 8ª para a 5ª posição na década analisada) e no IDGM de áreas específicas. O município passou da 27ª para a  19ª colocação no IDGM -Segurança e evoluiu da 24ª para a 11ª posição noIDGM – saneamento e sustentabilidade no período. Nas outras áreas o município recuou: no IDGM-saúde passou da 6ª para 13ª colocação e no IDGM-educação, da 6ª para a 7ª posição.

A pesquisa da Macroplan demonstra que, nos últimos anos, a escassez de recursos financeiros foi  generalizada e semelhante nas 100 cidades. A receita subiu 13,6%, de 2010 a 2016, mas o crescimento da despesa foi maior (16,8%), puxada pelos gastos com pessoal e custeio, restando cada vez menos espaço para investimentos, que teve queda de 16,4% nos últimos cinco anos.  No último ano, várias cidades retrocederam em pelo menos uma das quatro áreas analisadas no estudo:  17 cidades pioraram no IDGM -Educação, 40 retrocederam no IDGM Saúde, 33 pioraram no IDGM – Saneamento & Sustentabilidade e  mais da metade dos municípios experimentou um aumento da taxa de homicídios entre 2015 e 2016. Ainda assim, o levantamento destaca que na década houve ganhos generalizados nos municípios estudados. As cidades que apostaram em novas soluções para enfrentar dilemas como déficit de saneamento, obstáculos à educação, índices elevados de violência e problemas na saúde, tiveram progressos relevantes.

O estudo ressalta que os líderes municipais terão que trabalhar com pressões e cobranças múltiplas, em contexto de forte escassez de recursos e acentuadas restrições burocráticas e legais. Encontrar novas soluções para esses dilemas, dentro deste cenário, é o grande desafio que se coloca para os prefeitos, legisladores e gestores públicos municipais.  “Enquanto alguns municípios ficaram focados na agenda de curto prazo, outros conseguiram superar as adversidades do atual cenário e se modernizaram, com planejamento, foco e cooperação. Cidades com estruturas similares entregaram resultados muito distintos. Mais do que reduzir custos, é preciso obter ganhos contínuos de produtividade e eficiência na gestão pública,” destacou o diretor da consultoria, Glaucio Neves, coordenador geral do estudo.

Outro desafio da gestão municipal destacado no DGM é a necessidade que os gestores têm de lidar e incorporar na gestão as tendências contemporâneas de expansão da economia digital, da hiperconectividade, da economia compartilhada, dos novos hábitos de consumo e do aumento da longevidade da população. “As demandas da sociedade são de natureza distinta, variando de questões de “zeladoria” do dia a dia a demandas econômicas e sociais de médio e longo prazo. Ao mesmo tempo que precisam superar carências básicas que ainda persistem, os prefeitos precisam estar atentos às tendências das cidades mais avançadas” destacou o consultor de analytics da consultoria, Flávio Tadashi, um dos coordenadores do estudo.

Para Adriana Fontes, economista sênior da Macroplan e responsável técnica pelo estudo, buscar os casos de sucesso de outras cidades e se espelhar nos melhores exemplos como inspiração é uma forma de ganhar tempo e poupar recursos. Para permitir comparações mais equilibradas entre as diferentes cidades que compõe o DGM, a Macroplan agrupou os municípios em oito subgrupos, levando em conta variáveis relacionadas à disponibilidade de recursos e a complexidade de gestão. A partir desta análise por grupos é possível quantificar o desafio de determinada cidade em relação ao primeiro lugar do seu grupo nos 15 indicadores.

grupo de cidades semelhantes a São José dos Campos – segundo a metodologia de clusters – é composto por Piracicaba(SP),São José do Rio Preto(SP),Jundiaí (SP),Joinville (SC),Sorocaba (SP), São Bernardo do Campo (SP),Maringá (PR),Blumenau (SC),Praia Grande (SP),Mogi das Cruzes (SP),Bauru (SP),Ribeirão Preto (SP),Taubaté (SP),Londrina (PR),Cuiabá (MT),Campo Grande (MS),Caxias do Sul (RS),Guarujá (SP),Palmas (TO),Santa Maria(RS),Juiz de Fora (MG).  Entre estas cidades, São José dos Campos tem a melhor posição no índice de acesso à água, mas fica atrás de outras cidades nos demais indicadores.

Para alcançar a melhor posição neste grupo, São José dos Campos precisa alcançar  e/ou superar os indicadores das cidades similares. Na área de educação, por exemplo, gerar mais 7.522 matrículas na creche e 244 matrículas na pré-escola e, na área de saneamento, aumentar em 7,8% o esgoto tratado na cidade, entre outras conquistas

“Concentrar a agenda da gestão somente no ajuste fiscal e em ações “de varejo” e de curto prazo é abrir mão de uma janela de oportunidade para inovar.  A escassez deve ser trabalhada não só como um problema, mas também como uma espécie de combustível para o novo, para a busca de formas alternativas de exercer uma boa gestão, mais eficiente e orientada para as efetivas necessidades dos cidadãos”, concluiu o diretor da Macroplan, Glaucio Neves.

O estudo contou com a parceria das seguintes instituições: MBC, Meu Município, COLAB e WEGOV.

Veja aqui a posição dos municípios do Paraná no ranking geral, por área ou por cluster acessando o estudo completo em:  http://desafiosdosmunicipios.com.br

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