Quais são os tipos de adoçantes e para quem são mais indicados

Há uma grande variedade desses produtos no mercado, mas é preciso saber qual é o tipo ideal para cada pessoa

Para quem busca diminuir a quantidade de açúcar na alimentação, uma das alternativas mais comuns é o uso de adoçante. Existem diferentes versões, como o adoçante líquido ou em pó, mas mais que a forma, o mais importante é saber quais são as substâncias presentes em cada um.

Isso porque existem adoçantes indicados, por exemplo, para pessoas com doenças renais ou diabetes, e também para quem está fazendo algum tipo de dieta para emagrecimento.

Existem também versões naturais dos adoçantes, consideradas por especialistas como mais saudáveis e com menos riscos à saúde.

 

Adoçante pra quê?

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), adoçante é o nome dado para produtos que têm o objetivo de dar sabor doce a alimentos e bebidas.

A sacarose, substância proveniente da cana-de-açúcar, é um dos principais exemplos de adoçante. Porém, nos do tipo dietético, ela é eliminada para suprir a necessidade de quem tem restrições aos chamados carboidratos simples.

A maior vantagem do adoçante é em relação às calorias. Esse baixo ou nenhum valor calórico faz com que muitas pessoas prefiram usar adoçantes no lugar de açúcar natural. Mas, para saber qual escolher, é preciso conhecer suas indicações de uso.

 

Artificiais

Aspartame

É o tipo mais comum e utilizado de adoçante, podendo adoçar até 200 vezes mais que a sacarose. Seu gasto energético é relativamente baixo, de 4 cal/g. Isso faz com que ele seja muito usado por quem está fazendo dieta.

Porém, o aspartame não deve ser utilizado por pessoas com fenilcetonúria, já que ele possui uma grande quantidade de fenilalanina na sua composição. Alguns estudos ainda alertam para o seu potencial cancerígeno, bem como uma possível relação entre o seu uso e o desenvolvimento de doenças, como Alzheimer.

Acessulfame-K

É considerado o tipo de adoçante com maior resistência ao tempo e à altas temperaturas, sendo derivado do potássio. O acessulfame-K também consegue adoçar até 200 vezes mais que a sacarose e ainda tem o benefício de ser eliminado completamente do corpo pela urina.

Esse tipo de adoçante, no entanto, não é recomendado para quem tem restrição ao potássio, bem como portadores de doenças renais.

Ciclamato de sódio

O ciclamato é um adoçante muito presente em alimentos industrializados, tendo um poder de adoçar até 50 vezes mais que a sacarose. Geralmente, ele vem associado a outros adoçantes.

Há países onde seu uso é terminantemente proibido, por conta dos possíveis efeitos cancerígenos e alérgicos. No Brasil, a Anvisa autoriza o uso dessa substância de forma controlada: 0,04 gramas a cada 100 gramas de alimento ou bebidas.

Sacarina

Esse tipo de adoçante é tido como o mais antigo entre os artificiais, e tem um alto poder de adoçar: até 500 vezes, em relação à sacarose.

O ponto negativo é que ele pode deixar um gosto amargo na boca. Além disso, ele não é recomendável para hipertensos, por conta da alta quantidade de sódio em sua composição.

Sucralose

É super indicado para quem está fazendo dieta de redução de açúcar, por ter um altíssimo poder de adoçar (600 vezes mais que a sacarose) com pouca quantidade. A sucralose está presente em boa parte dos alimentos e bebidas diet.

Porém, por conter cloro em sua composição, é contraindicado para pessoas com algum distúrbio na glândula tireoide.

 

Naturais

Sorbitol

O sorbitol é um tipo de poliálcool — forma alcoólica da sacarose —, originário de frutas e algas marinhas. Seu poder de adoçar é de até 50 vezes mais que a sacarose.

Porém, seu valor calórico é equivalente ao da sacarose, por isso, deve ser usado com certa moderação.

Stevia / Esteviosídeo

É um adoçante natural extraído da planta Stevia rebaudiana que tem tornado-se cada vez mais popular, possuindo poucas calorias.

A stevia tem sido uma alternativa muito indicada por nutricionistas, já que é um adoçante nutritivo, atóxico e possui um sabor até 300 vezes mais doce que o açúcar comum.

Manitol

Outro adoçante natural, extraído de vegetais como cebola, aipo e beterraba, é o manitol. Seu poder de adoçar chega a ser 70 vezes maior que a sacarose.

Um dos benefícios é que o manitol não causa cáries. Porém, ele deve ser usado com moderação, já que, em excesso, tem efeito laxativo.