Angelina Jolie lembra Vieira de Mello em apelo à internacionalização

 

Angelina Jolie em discurso na  Fundação Vieira de Mello. Foto: Acnur/Mark Henley

Angelina Jolie em discurso na Fundação Vieira de Mello. Foto: Acnur/Mark Henley

A atriz Angelina Jolie prestou tributo ao ex-funcionário da ONU, o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Jolie discursou num evento especial na Fundação Sergio Vieira de Mello, com sede em Genebra.

O brasileiro morreu durante um ataque terrorista à sede da ONU, em Bagdá, no Iraque em 2003. O atentado matou outras 21 pessoas e deixou várias feridas.

Recorde de refugiados

A enviada especial da Agência da ONU para Refugiados, Acnur, fez um apelo de apoio às Nações Unidas no seu discurso “em defesa do internacionalismo”. E elogiou o trabalho de Vieira de Mello como exímio mediador e diplomata.

Angelina Jolie colabora há 16 anos com a agência com a qual prometeu estar ligada “por toda a sua vida”.

 

 

A palestra anual Sérgio Vieira de Mello convida oradores de destaque.

Liderança

Angelina Jolie, que também participou de uma sessão de perguntas e respostas com o público, ao lado do chefe do Acnur, Filippo Grandi, citou crises como o recorde de refugiados do conflito sírio e as ameaças da fome em vários países incluindo Iêmen, Somália, Sudão do Sul e o nordeste da Nigéria.

Jolie afirmou que “não podia imaginar uma figura na liderança da ONU que não quisesse ter a chance de consultar Sérgio Vieira de Mello ou enviá-lo novamente para o campo”.

Ela elogiou o brasileiro pela “extraordinária graça e habilidade” e o percurso de 30 anos na ONU onde este passou “de funcionário no terreno para alto comissário para os Direitos Humanos e representante especial para o Iraque”.

Ela citou a ação de Sérgio Vieira de Melo em Bangladesh, na Bósnia, no Sudão do Sul e no Timor-Leste com deslocados de guerra e a ajuda dada com sua habilidade como diplomata e negociador.

Medo e ódio

Jolie disse que hoje o mundo observa uma “maré crescente de nacionalismo, mascarada de patriotismo, e o ressurgimento de políticas que encorajam o medo e o ódio aos outros.”

Ela disse que é preciso reconhecer os danos que são causados quando se mina a ONU ou esta é “usada de forma seletiva, ou não o é de todo, quando se recorre ao auxílio para fazer o trabalho da diplomacia ou são dadas tarefas impossíveis à ONU que são subfinanciadas.”

Jolie declarou que não há um único apelo humanitário no mundo que recebeu pelo menos a metade do montante que é necessário.

Dos países que estão à beira da fome, a enviada especial deu exemplos onde foram colocados ao seu dispor fundos na ordem de 17%, 7% e 5% do que estes precisam.

 

Eleutério Guevane, da ONU News em Nova Iorque.*




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